segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Homenagem à querida Ná

Não foi um amor a primeira vista...

Ela ficava no fundo da sala e eu na frente. Fazíamos parte de turmas distintas. Dávamos apenas tímidos “ois” nas noites de novas descobertas.

Linda e toda charmosa, Nayara possui olhos verdes que refletem o tamanho da sua alma (generosa e especial). Durante as tensas aulas de Teorias da Comunicação II, numa dessas noites quase qualquer, saímos juntos da sala e começamos a conversar. Em poucos minutos uma identificação arrepiante. Selamos amizade!

A partir de então, a dócil Na passou a ser uma de minhas melhores amigas dentro da faculdade. Fazemos parte do mesmo grupo, dos mesmos sonhos, dos mesmos gostos pela música, da comissão de formatura e um bocado de outras coisas que a gente se identifica! Também nos divertimos à beça quando vamos ao DP Bar em noites em que as aulas são suspensas! Viva a Brahma! Deliciamo-nos com os amendoins...

Em abril vivemos um momento único. Assistimos, juntos, e mais um punhado de gente legal, o show “Samba Meu”, de Maria Rita. Os dois ficaram boquiabertos com o talento daquela morena!

Agora, vamos marcar uma ida a São Paulo para ver Maria Bethânia! Enfim, Na, hoje é o seu dia, em que as estrelas cósmicas renovam todas as expectativas em seu mapa astral ou campo astrológico: Paz, saúde, amigos verdadeiros, boas energias e amores (que tirem o seu ar) desejo aos leads de sua vida. E, não tenha dúvidas, estou aqui sempre... Para o que você precisar.

Parabéns. Um beijo carinhoso de fã.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A mesma história mágica e fascinante... Para sempre!

As férias foram ótimas, claro que foram. Aproveitei para colocar o quarto em dia, terminar de ler alguns livros, conversar mais com a família, passear com Ícaro pelo bairro, ouvir músicas que consolam a alma, rever amigos que o tempo e a distância deixam tão longe e também trabalhei a mais! A férias duraram um pouco mais que 30 dias e agora voltamos com tudo no 4º semestre.

Ocorre que, por outro lado, também é muito bom poder retornar a um sonho. O sonho de me tornar jornalista diplomado, aprendendo sobre ética, moral e técnicas que apenas a academia te dá. É um investimento alto (bem alto), que te faz abrir mão de tantos prazeres consumistas (como roupas e musicais em São Paulo) e exige dedicação intensa e extensa.

Outro aspecto que é muito positivo é o de poder estar ao lado da turma da minha classe. Eita galera legal! A moçada (sou um dos mais velhos da trupe) te dá uma injeção de ânimo. É gostoso ver todos numa mesma sintonia... É claro que existem panelinhas ali, outras acolá, mas todos estamos em busca da concretização de um sonho (o mesmo sonho).

Bom poder observar o crescimento profissional e pessoal já de todos!

Penso, com muita responsabilidade, que esse compartilhar-se, permitido nos anos de uma faculdade, te dá muito aprendizado. Além de lidar com todos os tipos de pessoas, você se entrega absolutamente àquelas pessoas. E isso é uma troca interessante. A gente se dá, se doa, se completa! Uma relação mágica e fascinante sobre os relacionamentos humanos.

Meus amigos da faculdade são grandes amores, cada um com suas peculiaridades. Algumas, claro, mais estranhas, mas que torna a nossa convivência mais forte e divertida. Há os que estão no mesmo grupo, os de sempre, os de todos os dias, os que você se identifica - naturalmente - mais.

Com as experiências do passado sei que, talvez, ao nos formarmos, cada um seguirá o seu caminho rumo às suas expectativas! Pouco contato teremos depois desse momento. Uns, quem sabe, trabalhem juntos. Outros vão para longe... E há ainda aqueles que nunca mais se verão (e sei da responsabilidade da palavra NUNCA). Portanto, o importante é poder preservar, respeitar e amar, de forma ilimitada, cada uma dessas pessoas que hoje integram parte da história mais bonita da minha vida. De muito esforço, mas também de muito prazer e amor!

Façamos parte então da mesma história, mesmo que depois ela sirva para ser contada aos nossos filhos, novos amigos, etc. Portanto, nunca, com o carinho menor ou indiferente. Fazemos parte, para sempre, dessa mesma e deliciosa história!

terça-feira, 13 de julho de 2010

De todas as formas.
Com todos os gostos.
Àqueles que causam prazeres, e até os que dão medo!
A vida exige que a gente a encare.
Frente a frente, corpo a corpo.
Há horizontes, há sempre uma saída e, dentro dela, uma nova perdição!
É preciso acumular sentimentos verdadeiros...
Porque eles te tornam transparentes!
É preciso ter respeito às suas bases... Suas raízes!
Doses de humildade... Goles de silêncio!
Opinião própria.
Músicas que embalem os seus climas e momentos.
É preciso agarrar as chances, mesmo quando existam conflitos.
Não podemos ser covardes. Com respeito se chega lá!
Não basta apenas o encanto dos sonhos. É preciso suar com a realidade.
Para se chegar até a concretização deles.
É preciso amor, de qual forma for.
É preciso ser sincero, com gentileza!
Tem que saber a hora certa para começar e ter coragem para admitir que, às vezes, algo bom tende a acabar.
Batalhar. Crescer. Evoluir!
É preciso sentir, se emocionar...
Com poemas, prosas ou contos.
Valorizar a cultura própria. A nossa cultura!
Conhecer os gênios da nossa literatura, das fantásticas composições sonoras.
Acumular inimigos é perda de tempo. Às vezes erram com a gente e é preciso ter paz de espírito para que não fiquemos em débitos...
A gente erra com os outros também!
Não existem verdades absolutas. Cada um carrega consigo uma nova visão sobre uma grande história.
Ou pequena.
Um problema é sempre um problema. Com força, a gente acha a solução!
Se entregar às provocações da vida é necessário. Não para desistir... Mas para aprender.
Vida seca é àquela em que o protagonista não permite conhecer novos sabores, valores e até essência!
Dance. Pule. Grite.
Ria... De orelha a orelha.
Chore. A dor é capaz de desaparecer através das lágrimas.
Não perca tempo com mágoas ou tristezas... Só o suficiente para entender que, a partir delas, você pode ser melhor.
Melhor para você mesmo!
Melhor para a humanidade.
Seja humano!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

"Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais. Porque nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo 'clima', certa 'preparação'. Certa 'grandeza'. Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo 'eterno') cotidiano. A morte de alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe - e da mesma forma, dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte - pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) - nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade", Caio Fernando Abreu.

terça-feira, 29 de junho de 2010

O pequeno fio de iluminação se apaga dentro do que ainda existia de bom em relação às pessoas no palco da minha vida. Vejo, com o passar do tempo, o quanto é peculiar que elas (as pessoas) se agridam simplesmente por que são contrariadas... Perdidas, às vezes sem focos prontamente estabelecidos, querem, através das amargas palavras, que as outras se percam junto delas. Sociedade egoísta que vivemos não ensinou a pedir um abraço, um aconchego que seja, nos momentos de conflitos existenciais. Ela só ensina a empurrar o outro... A usar o que se sabe das pessoas (as mesmas) contra elas mesmas.
E então, nesta boba viagem (quase enlouquecedora), conforme os dados são jogados, vamos vendo, com o tempo, que àquelas pessoas não são àquelas que antes entregavam a você um brilho que iluminava todo o hemisfério. As pessoas se sentem na obrigação de serem sempre muito infelizes, não entendem sobre as necessidades dos outros, não respeitam a dor alheia, seja por uma saliva mal engolida, um charuto que não se ascende mais, uma carta que cause saudade, uma música que traga desespero mas, sobretudo, se sentem na obrigação de rirem contra os conceitos das outras. Ah, as pessoas.
Algumas delas invadem seu baú de história, este que você compartilha apenas com àquelas especiais, àquelas em que muito se confia, àquelas em que um dia fizeram seu olho brilhar e sua perna tremer, sem possessividade, sem obrigação, mas da forma mais pura e completa que um outro ser pode ser amado. Como deveria ser, de fato. Depois, quando há alguma interrupção pelo caminho, seja pelo que for, um amigo que se vai, uma relação que se esgota, um amigo que te decepciona, uma flor que dos galhos cai, as (de novo: mesmas) pessoas, àquelas que deveriam agir como adultos, sem perder a docilidade das crianças (ah, sempre tão puras e honestas), usam o seu baú para te agredir!
Que pena. Que pena que as estrelas que vemos às vezes em outro ser caem, desgrudam do céu, despedaçam-se.
Porém, por mais pessimista que esse pequeno texto, bobo, desconexo e invertido pareça ser... Ele reflete apenas uma porcentagem de uma descrença que agora se instala em mim. Ainda bem que logo ele vai embora, como tantos outros textos da internet e, sempre, todo afoito, volto a acreditar para depois me decepcionar com as mesmas pessoas.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tom vermelho para ficar na memória

Futuros jornalistas visitam espaço que fomenta atividades esportivas em Piracicaba nas mais diversas modalidades

Por Ronald Gonçales

Os ponteiros de Brasília marcavam 20h. O céu, embora sem estrelas, não estava avermelhado na hora que os curiosos e ansiosos estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) chegaram ao Complexo Esportivo Municipal de Piracicaba para conhecerem as instalações do Estádio Barão de Serra Negra, Ginásios Waldemar Blatkauskas e Garcia Neto e Piscina Samuel de Castro Neves. A visita ocorreu na gelada quarta-feira de outono de dois de junho. No lugar dos barulhos de passos em folhas secas, peculiar à estação da colheita, vinham os de tênis que se chocavam com a quadra do Blatkauskas, a primeira visitada pelos aspirantes a jornalistas. Os garotos representantes do basquete de Piracicaba estavam em treino.

Espaço completamente convidativo ao período em que o mundo vive: Copa do Mundo. Os ralos por onde a água escapa estavam pintados de verde, a arquibancada - que carregava apenas as bolsas de nylon dos atletas e algumas meias jogadas de forma nada organizada – dividia-se em cores amareladas e azuladas e, para completar ainda mais a torcida pelo Hexa, os ferros que dividem o público dos jogos carregavam pinceladas de tom azul.

O sorridente professor de Educação Física, Clévis Spada, que atua há 12 anos como chefe de divisão de lazer e atividades motoras no Complexo, atendeu a moçada muito atenciosamente. Os chicletes grudados no chão e as teias de aranha traçadas pelos vãos do ginásio - que lembrava a letra U ao contrário – pareciam integrar o cenário que faz história no setor de esportes piracicabano.

Spada liderou a visita e levou os alunos para o Garcia Neto. Lá, era a vez dos esportistas da modalidade masculina de handebol mostrarem a força que possuem nos braços. Mas, dado que impressiona mesmo é outro: mesmo com duas quadras no Garcia Neto e uma no Blatkauskas, a briga pela acomodação de espectadores é desleal. Caberiam aproximadamente sete arquibancadas do primeiro no segundo. São 4.000 pessoas sentadas em um contra 600 no outro.

O relógio apontava 20h50 quando os estudantes foram conhecer o espaço reservado à piscina, agora sem nenhuma pessoa no treino. E que piscina! São seis milhões de litros de água. Caberia o líquido de mais do que 16 milhões de latinhas de Coca-Cola, já que em cada uma delas vem o equivalente a 350 mililitros de refrigerante. Ao lado dela, outras duas estão sendo construídas e atenderão, principalmente, os deficientes físicos. Enquanto elas não são concluídas, os deficientes são atendidos na atual e o espaço está apropriado para recebê-los.

Acessibilidade, aliás, não parece ser um problema no Complexo. “Apenas o degrau da quadra Blatkauskas atrapalha o acesso dos deficientes”, afirma Spada. E não se notam situações que impeçam o trânsito dos cadeirantes. Há muitas rampas que ligam todos os espaços. “Nos preocupamos com isso, além de ser obrigado por lei em locais que fomentem o esporte”, completa o professor.

E, dos projetos desenvolvidos por lá, o que mais chama atenção é o “Clarear”. Criado há duas décadas, mantém atividades regulares para deficientes físicos. Hoje, são cerca de 90 pessoas atendidas que participam ativamente de pelo menos uma das modalidades esportivas oferecidas. E tem para vários gostos: natação, tênis de mesa, caminhada, alongamento e basquete, este o mais procurado.

“Descobrimos talentos dentro do projeto ‘Clarear’. Estes atletas trouxeram mais medalhas do que os outros nos jogos regionais”, comemora Spada. Os deficientes atletas recebem plano de saúde e cesta básica.

Já às 21h20, chegou a hora de todos encararem o tão comentado Barão de Serra Negra. Agora o céu já estava pintado naturalmente de vermelho. Muitos dos estudantes eram da cidade, mas alguns pisavam pela primeira vez na grama fofa e molhada do Estádio. O investimento na reforma do gramado, de R$ 300.000, parece não ter agradado Spada. “Não ficou como imaginávamos, quando se vê da arquibancada, há alguns buracos por ele”, revela.

Mas ninguém parecia se importar se o campo tinha defeito ou não. Era como se todos estivessem unidos numa só torcida, de nenhum time específico, mas o de poder viver experiências novas e ricas que, futuramente, determinarão totalmente os caminhos a serem seguidos por cada um.

Noite de céu vermelho inesquecível, alguém tem dúvida disso?
* Reportagem descritiva de avaliação para matéria de Técnicas de Reportagem e Entrevistas, do curso de Comunicação Social - Jornalismo - da Unimep - 3° Semestre.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Solidão da Grécia

Hoje nenhuma apresentação cultural integrava àquele pequeno teatro de arena. Quatro refletores virados para o palco, porém o holofote que mais brilhava vinha do céu, uma lua, tão vaga, no formato de uma vírgula que, cansada de tudo, adormeceu pouco se importando se o sentido da língua portuguesa seria alterado, por qualquer motivo que seja.

Ao redor do espaço, gelado e sem graça, flores cor de rosa e murchas lembravam os corações dos apaixonados sem reciprocidade. E no centro do palco, um quase invisível – de tão pequeno – besouro patinava pelas poças provavelmente elaboradas pela chuva que caiu à tarde. E já era noite. Sabe-se lá há quanto tempo o bicho peçonhento estava lá, tentando encontrar o seu caminho de volta com ou sem dificuldade. O inseto reforça a máxima de que, às vezes, somos tão sozinhos na imensidão do espaço em que vivemos.

Além de água, o “senhor sozinho” encontra pelo trajeto, algumas folhas secas que desistiram de prosseguir adiante, talvez tenham perdido a coragem das outras companheiras – de cor rosa, já relatadas acima – e se entregaram ao desprezo e à dor de, num lugar onde era para brilharem, sentirem-se tão distantes delas mesmas.

Em um ritmo alucinante, as pessoas passam pelo palco e nem o observam e, tampouco, tentam ajudar o besouro no doloroso – e até torturante – caminho de buscar a si mesmo. As outras poucas que se acomodam pelos assentos disponíveis por ali seguem de costas para o espaço. Vozes se difundem entre agudos (alguns até estridentes) e graves, contando-se as novidades de um final de semana; para uns, tão doce e linear; para outros, tão dilacerantes.

O aroma de chocolate quente misturado com amido de milho vindo de uma doceria – com muito mais luz e vida do que o espaço cênico – desperta a alma da moçada que se enche de lãs de todos os tipos e cores para espantarem o frio ou as suas amarguras introspectivas.

E o palco, que prossegue apenas sob iluminação natural, agora me revela uma delicada constatação: não foram poças as barreiras daquele pobre besouro e sim lágrimas de uma amargura sem definição. Inexplicável. Sem brilho, sem cor, sem alegria e sem aplausos... Apenas um besouro como a sua principal – e única - estrela maior.
Ronald Gonçales

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sucesso - “Show das Águas” reverencia meio ambiente com música e dança

Artistas participantes capricham e evento cumpre proposta de conscientização

Irreverência, emoção, afinação, compassos de dança, cores vibrantes, público participativo e muita qualidade. Tudo isso foi apresentado no “Show das Águas”, realizado nessa quarta-feira, 28 de abril, no Teatro Vitória. Aproximadamente 500 pessoas compareceram.

Com direção artística do professor José Farid Zaine, o evento propôs um alerta à população na conscientização do uso da água através da arte. Diferente dos outros eventos liderados por Farid, a edição do “Show das Águas” não teve apresentador fixo. Cada participante ficou responsável pelo anúncio da próxima atração.

“Dessa forma a gente conseguiu estabelecer um intercâmbio maior entre os artistas participantes que muitas vezes só ficam na coxia, aguardando serem chamados. Foi uma grande confraternização com as estrelas da noite”, afirmou Farid.

Sob luz lilás e azul, Aline Savazzi deu, literalmente, o passo inicial nas apresentações artísticas. Com a participação do músico Robson Barboza, Aline flutuou pelo palco do Vitória através da dança. Na sequência, o jovem músico Elton Fontanin agitou a plateia com samba e charme.

Júlio Zannini deixou o rock um pouco de lado para trazer à tona músicas do seu projeto social “SOS Sou Brasileiro”. E o público aprovou! Com os ponteios calmos e chorosos da viola, Domingos de Salvi acompanhou o líder do grupo “Encantoria”, Leandro Pfeifer.

As canções em dialeto africano foram encabeçadas pelo “Coral Municipal Afro Thulany”. A participação do coral empolgou os espectadores.

A essência da MPB não podia ficar de fora. E não ficou. Emanuel Massaro e Débora Vidoretti trouxeram canções de Marisa Monte e Tom Jobim e o resultado foi olhos cheios de lágrimas pelas dependências do teatro.

A irreverência de Danilo Mendes e o som marcante da banda Toc Percussivo estiveram presentes e, para encerrar com chave de ouro, Juliana Guerrero Garcia interpretou uma das apresentações mais emocionantes dos eventos realizados no teatro. July, como geralmente é chamada, cantou “Earth Song”, de Michael Jackson, e surpreendeu o público. Além de arrepiar, July conseguiu passar a mensagem que a música propõe, afinal, “did you ever stop to notice this crying Earth, its' weeping shore” (“já parou para observar que a Terra, os mares, estão chorando”).

“Show das Águas” foi realizado pela Humaniza, com patrocínio da Foz do Brasil (Lei Rouanet - MEC) e apoio da Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria da Cultura. Além de Farid, estiveram presentes Vicente Pironti, diretor da Humaniza e Fábio Pentagrama, diretor do Vitória. Na oportunidade, Pentagrama representou Adalberto Mansur (secretário da Cultura) e o prefeito Silvio Félix.

Aline Savazzi

Juliana Guerrero Garcia

Ronald Gonçales

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sobre o samba dela...

Maria Rita encerrou os shows em São Paulo da turnê bem sucedida “Samba Meu” com gostinho de quero mais, no último sábado, 24 de abril, no maravilhoso Citibank Hall (SP). Há 45 dias estive com grandes expectativas, já que comprei o ingresso assim que soube da notícia do show, dada pela querida Nayara (que também foi ao show).

Logo no início, quando a voz de Maria Rita surge diante de um palco não iluminado, o coração já dispara. Séria (o que não lhe é peculiar), olhando fixamente para um ponto no horizonte, ela inicia com “Samba Meu”, letra bem sucedida de Rodrigo Bittencourt. Dominando o público, Maria Rita já mostra a que veio: ser a dama do palco e, de repente, seu samba começa a acontecer e sua face com exageradas (e lindas) expressões eleva o público.

A sintonia da cantora com o público é incrível. Não é apenas pelo aspecto fã – ídolo. É segurança. Maria Rita está segura, está com personalidade própria, envolve o público e presenteia os fãs em cada interpretação.

Seu corpo é de deixar qualquer marmanjo babando. Pudera: abusando de um figurino sensual, que exibe uma barriga invejável e pernas torneadas, retratando o espírito atual da cantora: Alegria que contagia!

Ao conversar com o público, depois de umas 4 canções, ela não esconde a emoção ao falar que o “Samba Meu” vai deixar saudades e que ela pretende viver uma noite inesquecível. Inesquecível? Noite memorável!

Não tem como citar pontos fortes do show, tudo é forte, tudo é bonito, tudo é atraente... Mas não tem jeito, o público vai à loucura quando a morenaça começa a tocar seus sucessos antigos. “Muito Pouco”, composição de Moska, é um show à parte na voz dela.

Uma troca apenas de figurino, de cores vivas, como o amarelo e o roxo, para um vestidinho apertado e prateado. Figurinos que casam com seu cenário, com seu samba, com as luzes... De muito bom gosto!

Carismática sem ser forçada. Nunca conversei com Maria Rita, a não ser via twitter, mas o que sinto dela (e percebi ainda mais no show) é que ela é muito transparente, inclusive com os fãs. Se algo incomoda, ela não tem receio em dizer, não vai ficar com risadinha só para agradar. Autêntica.

Elo entre ela e seus músicos. O tempo todo ela olha para eles, é uma troca boa. Sim, ela é a estrela da noite... Mas sua humildade cativante não permite que ela se contente com isso. Ela olha para os músicos, pede aplausos para eles, ri das brincadeiras armadas por eles... Maria Rita é apaixonada pelos seus músicos.

Sorriso quando é para sambar. Expressão de dor quando é para falar de amores não correspondidos (como Santa Chuva). Face séria quando é para falar de suas confusões (Muito Pouco). Sensualidade abusada para falar de corpos suados (Ta Perdoado e Corpitcho). Rosto de cidadã indignada ao falar sobre injustiças (Pagu). Religiosa ao pedir para que o público "Não Deixe o Samba Morrer"... Tudo junto, mas misturado, com toques requintados de Maria Rita. Esse é o show delicioso “Samba Meu” que se torna, facilmente, “nosso”.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Antes você do que eu.

Eu sei que não há mais nada a ser esperado.
Eu sei que meu olhar já não encanta o seu.
Sei também que não sente falta dos meus beijos, do meu caloroso abraço.
Eu sei que você já não tem mais tanta paciência para ouvir meus anseios...
Sei que não quer mais ouvir as músicas que compus a você (minha louca inspiração).
Sei que, simplesmente e naturalmente, você não me quer mais.
Eu sei.
Sei de tudo!
Acontece que quando me olha,
Mesmo que seja para falar de outro amor,
Eu tremo.
Eu gelo.
Eu gemo.
Eu esqueço quem sou.
Eu vejo estrelas caindo.
Eu vejo um coração que acelera.
Vejo meu sangue sendo transportado por todas as veias.
Sinto.
Ah, como sinto!
Sinto quando o celular anuncia seu nome a me chamar.
Quando ouço nossa música. Lembra-se do hit? Claro que você não se lembra.
Deixa eu me enganar então!
Quando sinto seu cheiro, único e fatal,
Quando me abraça.
Ah! Quando me abraça.
Eu me perco.
Me perdi.
Onde estou?
Por que?
Não sei.
É isso que a vida te prepara...
Enrascadas do destino.
Para sempre e,
Para nada!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A cultura sendo democratizada...

No último final de semana Limeira recebeu pelo 3º ano consecutivo o Festival Paulista de Circo, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Prefeitura de Limeira. Mais do que oferecer grandes espetáculos circenses à população, o evento provoca para que a arte e a cultura sejam cada vez mais democratizadas.

Quando Limeira recebeu a notícia de que seria sede desse importante evento, não houve dúvidas de que o público ganharia. Depois de quase termos perdido o “Circuito Cultural Paulista”, em 2008, outro projeto do Estado desenvolvido em parceria com o município que trouxe atrações culturais de qualidade, como Yamandu Costa e Marina De La Riva, a insistência da Secretaria da Cultura valeu a pena (na época, respondia pela pasta o professor José Farid Zaine, hoje vereador pelo PDT): Além de registrar Limeira entre as cidades a receber o “Circuito”, com grande aprovação popular, o Estado voltou seus olhos para nossa cidade e nos coroou com as edições do Festival de Circo.

É bonito ver crianças, adolescentes, jovens e adultos buscando os disputados ingressos para garantir cadeira em qualquer espetáculo da programação. Para uns, horas de fila que certamente valeram a pena... A diversidade dos espetáculos e o profissionalismo dos artistas oferecem satisfação ao público. Isso sem citar as ótimas oficinas ministradas por profissionais que têm currículos brilhantes.

É muito sadio quando, independente da política, parcerias ofereçam espaços para que a população seja agraciada com eventos de qualidade. A intensa e extensa programação do Festival de Circo é gratuita. E a gente se enche de orgulho em poder, de alguma forma, integrar essa história que mistura malabaristas, trapézio, palhaços, equilibristas, artistas que em palco brilham ou causam arrepios no temido globo da morte. É uma junção positiva e completa porque quando nos deparamos com o sorriso de uma criança, tão satisfeita com toda àquela magia, temos a certeza de que é preciso continuar criando espaços democráticos para que a cultura seja oferecida para todos.

Preocupemos-nos sim com a saúde, as obras, os transportes, a educação, as lutas de classes sociais e outros fatores dentro do nosso município. Mas não menos devemos incentivar e prestigiar as atrações culturais, para que Limeira continue tendo o público mais elogiado de todo o interior paulista. Seja nos festivais de música, de teatro, de circo, nas apresentações harmônicas da nossa Orquestra e corporações musicais, nos espetáculos dramáticos e humorísticos que se exibem no palco do Teatro Vitória, o nosso público é àquele caloroso, respeitado e participante... E a ideia é que isso se fortaleça.

Na Câmara, Farid apresentou requerimento que cria o Conselho Municipal da Cultura. É preciso que continuemos unindo forças, aprimorando as nossas atividades e incentivando as produções culturais de artistas limeirenses. Juntos, é possível!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Se perder

Nesses momentos em que a alma ganha um tom cinzento,
Que o coração bate apenas para o sangue ser impulsionado,
Que a alegria parece perder um pouco de brilho,
Que um gosto amargo de saudade ou ausência se instala,
Que as músicas se tornam doídas de serem ouvidas,
Que nada se completa, muito menos se complementa,
Quando os focos quase se perdem,
Quando as estrelas não surgem mais nos céus,
Quando os sonhos perdem espaço,
E as rimas das poesias anunciam a amargura.

É nesses momentos em que valso comigo,
Comigo apenas,
Que me perco com pensamentos introspectivos,
Que me agarro ao que nem sei mais,
Que aproveito para observar que a dor deve ser consumida,
Que os olhos lacrimejam sem sentir,
Que a pele perde o tom, o dom, a graça.
Como pode um sentimento, que era para ser tão belo,
Aprisionar-te dentro de um museu repleto de lembranças?
De refrões repetitivos,
Que chacoalham sua cabeça,
Que tiram suas veias dos lugares,
Que, ao fechar os olhos, mergulham-te a um aperto que arde o peito.

O que esperar? O que querer? O que buscar?
Se na verdade é no amor que encontramos certa base,
Como se manter firme sem se perder?
Como é possível resistir ao sorriso que encanta?
A vontade de apertar... De beijar... De sentir!
A vontade de descobrir ou redescobrir.
A vontade de acariciar, de sussurrar,
De Gemer... De morder...
De se encontrar, para não se perder...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Este mesmo sorriso

Ela sempre teve o mesmo sorriso.Está mais madura, mais charmosa, mais inteligente.Continua com um jeito atrevido de meu pegar, me puxar, me enrolar.Ela sempre teve o mesmo sorriso.Através de seus olhos, enxergo um rio, meu rio, minha fonte.Através de sua pele, imagino choques, tufões, vulcões...Ela sempre teve o mesmo sorriso.O sorriso quase que embriagante, quase que sufocante...O sorriso que queria ter todos os dias quando olhasse no espelho.O sorriso de bom dia que queria festejar.Sua boca, tão carnuda, tão excitante.Sua maneira boba de rir, de olhar.Navego dentro de mim,sem fim, sonhando em ser seu.Só seu.Você só minha.Só pra mim.Ela sempre teve o mesmo sorriso.E também sempre teve o mesmo beijo.O beijo de veludo, o beijo macio...O beijo que me fez sonhar um dia.Que me fez voar e perdido até hoje estou.E eu quero tanto que este beijo acompanhe meus dias.E eu quero tanto que o meu beijo acompanhe suas formas.Suas fórmulas...Por que este gosto amargo do sonho.É tão ruim de sentir.É tão desajeitado.É tão desanimado.Ela sempre teve o mesmo sorriso.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O Canto de Verônica


Quando soube que o jovem diretor Jonatas Noguel seria o responsável pelo espetáculo “Via-Sacra”, em Limeira, não tive dúvidas: Ousadia e criatividade marcariam as cenas que narram os últimos momentos de Jesus Cristo na Terra, vivendo suas dores, paixão e morte, para chegar à Ressurreição. E assim fui, cheio de expectativas, conferir a estreia do espetáculo, no dia 1º de abril. (O evento segue até sábado, dia 3)

Portanto, o diretor surpreende ainda mais. É incrível como Noguel possui uma sensibilidade que poucos conseguem atingir. Ele inova, propondo uma provocação, um elo entre o público e as cenas.

As surpresas já vieram logo na cena inicial, cavalos desceram pelo morro do Parque Cidade para expulsar e aterrorizar os escravos daquela época. Jonatas deixou de lado as cenas de milagres e abusou das cenas onde dança e teatro se misturam. Tanto que os três pontos mais fortes do espetáculo são as cenas do “Palácio de Herodes”, em que Salomé dança para o Rei em troca da cabeça do profeta João Batista, com pirofagia, dança nos palcos principais e gramado; “Demônios”, em que três artistas seguros surgem misteriosamente pelo palco e tentam Cristo, com luz vermelha sob eles; e “Canto de Verônica”, em que a atriz dá um banho de afinação e nos telões que integram o cenário, imagens da miséria do mundo vão chocando e propondo uma reflexão para o público. Enquanto Verônica canta e mostra desesperadamente para o público o rosto de Cristo enxugado por ela, rapidamente inicia-se a crucificação: Gritos de dor de Cristo e a voz suave e marcante de Verônica marcam – certamente – com sensibilidade e emoção, confirmando a ousadia de Noguel.

O diretor abandonou a parte superior do Parque Cidade e trouxe todas as cenas próximas dos espectadores, no gramado, inclusive a crucificação.

Na Ressurreição, mecanismo novo colocou o intérprete de Cristo “literalmente” no ar, como se estivesse subindo aos céus, causando surpresa no público. Na “Santa Ceia”, os próprios apóstolos são os responsáveis pela montagem da mesa e colocação dos pratos e, no final da cena, assim que Cristo revela que um dos apóstolos irá traí-lo, a imagem é pausada e os atores ficam congelados cerca de 30 segundos... Enquanto a luz demoradamente vai se apagando, nós vamos constatando o quanto essa história, embora tão antiga, reflete fervorosamente nos dias atuais. Novo ponto para Noguel!

Sinto orgulho em constatar todo esse talento de Noguel despontando em Limeira e chamando a atenção de todos pela sua ousadia. Não é a toa que o rapaz tem atingido grandes metas em sua carreira: Em 2009, companhia de teatro dirigida por ele, venceu a edição nacional do Festival de Teatro de Limeira, com a montagem de “Púrpura”, baseada no livro de Alice Walker.

Via-Sacra é, sem dúvidas, um dos eventos culturais mais aguardados pela população. Criada pelo ex-secretário da Cultura, hoje vereador, professor José Farid Zaine, as apresentações entrelaçam a fé e a arte cênica. De 2005 a 2009, Carlos Jerônimo Vieira foi quem assinou a direção, sendo também o diretor das primeiras edições do evento após a sua criação. Além de Vieira, Jaqueline Durans já coordenou o projeto. Seja com Vieira, com Jaqueline ou com Noguel, algo é certo: Via-Sacra merece o respeito e a admiração do público de Limeira. Parabéns Noguel, parabéns Secretaria da Cultura!

quarta-feira, 17 de março de 2010

"Nessa hora e meia, a gente vai falando do jeito da gente. Os tempos da ingenuidade. Da desatenção. Do não saber de nada. Do susto que se tomou ao se conhecer quase nada. Dos tempos da quixotada. Dos restos de amadorismo. Do amadurecimento. Da raiva. Essas coisas todas que foram transformando a gente. Que hoje tem o mesmo riso, faz a mesma algazarra, gosta da cachaça, etc... Mas que melhorou o jogo de cintura, aprimorou o físico, desenvolveu o faro. Além de ter aprendido a prender a respiração quando o cheiro não é dos melhores. O concerto é isso aí. Devagarinho vai se levando. Pra, no final, a esperança ser posta na berlinda de novo. Esperança que pinta, mas já com a certeza de que a gente tem que cavar. Tem que tomar. Na marra. Rindo. Se possível"
Elis Regina

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Prazer...

Por todo o corpo...
A língua que desliza...
As mãos que apertam...
O olhar perdido.
O cabelo sendo puxado.
O ouvido... Os sussurros.
Os gemidos.
Corpos que se movem no encontro do prazer.
Na entrega absoluta.
Na rima da transa...
Salivas que se trocam...
Suor que escorrega...
Pés que se contorcem...
Pernas que tremem...
Alma que salta.
Suspiro absoluto!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sem título propositalmente.

“Socorro alguém me dê um coração que este já não bate nem apanha, por favor, uma emoção pequena qualquer coisa, qualquer coisa que se sinta”

Não adianta. Todo mundo busca ter alguém para se completar e quando está só, por mais feliz que esteja, sempre pensa com alegria que algo poderá dar certo num determinado momento da vida afinal, não há sentido se não haver o verbo compartilhar em nossas relações.

Todo mundo quer ter alguém para ver um filme quando a chuva lá fora rega as plantas. Todo mundo quer ter alguém para ouvir uma música, para rir da vida, para transar, às vezes. Todo mundo quer ter uma pessoa toda especial, que seja cheia de defeitos e, ainda assim, as qualidades queiram falar mais alto.

Todo mundo quer ter alguém que possa confiar cegamente, além dos amigos. Alguém que te entenda, que busque te fazer bem, sem mudar a sua personalidade ou o da pessoa. Falar sem receios, sem medos... Contar sobre as experiências da vida, mostrando a evolução de cada momento. Silenciar... Beijar. Sentir o coração disparar só com um andar misterioso. Aquele cheiro, o tal lance do aroma que seduz...

Planejar. Juntos. Buscar no dia-a-dia uma receita ou solução que afaste o ritmo perigoso de “acordar juntos todos os dias”, fazer pequenas surpresas, como uma bandeja de café da manhã que tenha apenas um pão e café e, ainda assim, ser o melhor café da manhã da sua vida. Curtir um período de saudades, sem que o mundo caía.

Se permitir. Confiar cegamente. Fazer do ciúme uma fórmula afrodisíaca. Olhar para o outro, que insiste em ser teimoso e, ao fechar os olhos, ver o quanto que você está ligado nele ou nela.

Brincar. Brincar com os amigos, todos juntos, brincar sozinhos. Conversar horas e horas num boteco de esquina e achar que aquela é a melhor balada da sua vida. Abrir mão naturalmente de algumas coisas da sua vida, por querer fazer bem alguém. Mas não abrir mão de você!

Demonstrar afeto, cada um do seu jeito. Mas demonstrar. Entender. Compreender. Cooperar e ter paciência.

Quando um estiver de mau humor saber apenas olhar e ainda assim o outro ter a certeza de que você está ao seu lado sem nenhum pudor. Colocar seu ombro à disposição quieto, deixar que o outro chore em seu ombro. Ah...

Ficar tão feliz com as conquistas do outro (ou da outra) e não ser capaz de colocar qualquer ciúme antes disso. Desejar o bem, perto ou longe. Mas desejar de coração, infinito.

Ah... Ah... Ah...

Não ter a senha do outro, do MSN ou do ORKUT, e não sentir vontade disso. Por acreditar que nada vai ser capaz de decompor os dias da relação. Achar que àquela roupa não fica bem nele, mas mesmo assim ver o quão lindo está.

Acredito que o amor esteja ligado aos pequenos prazeres e segredos da vida. Poucos observam isso. As pessoas têm uma visão do amor ou da paixão inexistente. Elas têm a visão das novelas das 8, e não da realidade. Querem que o outro seja perfeito, no físico e na cabeça, querem demonstrações de afetos exageradas, querem que o sexo seja de 2, 3 horas, querem tanto e acabam se esquecendo que, no final, o que vale mesmo a pena (e o que fica) são as conversas, as mãos, os toques e as surpresas tão mínimas e que fizeram sua alma transbordar pela pele, evaporar pelo corpo, suar pela testa...

Enfim...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz

Não é falta de jeito, nem falta de vontade, nem indisposição... É medo! Não adianta, o mal do século está no medo que as pessoas têm de serem felizes, em qualquer aspecto. Fico pasmo quando vejo alguma pessoa feliz e esta me vira e diz: “ai, tenho até medo de rir, dizem que quando a gente está muito feliz é porque algo de mal está para acontecer”. Que tipo de seita é essa que acreditam? É como se nos preparássemos, por estarmos muito alegres, para passarmos por momentos angustiantes?
Besteira!
É claro que não dá para ser feliz sempre. Há dias em que surpresas negativas surgem. Mas é preciso sim viver sem medo, sem medo inclusive dessas surpresas.
Um rico pode falir. Um cantor pode ficar sem voz. Uma demissão pode interromper vários sonhos. Um amor pode acabar de repente. Um amigo pode ir embora para sempre. Uma doença pode chegar. Uma traição pode atormentar. Enfim, há sempre muitas possibilidades... Mas as ruins, acreditem, são as menos prováveis.
Sou muito fã da Lei de Murphy, àquela que diz que se algo pode dar errado dará e ponto. Sou fã porque essa lei, por mais pessimista que pareça ser, carrega para si uma onda de otimismo enorme. Oras... Se algo pode dar errado sempre por que não rir quando der? Por que não buscar no otimismo a força para quebrar muros e barreiras?
Mania feia esta a nossa de desistir logo, de desacreditar antes de acreditar, de impedir de se apaixonar de novo, por medo, por instinto... AH! Que gente covarde a gente está virando?
Eu não quero! Eu quero acreditar. Eu quero seguir... Pelos bons e maus caminhos. Mas eu quero.
Gente que vive dentro de si mesmo, reprimindo suas vontades, seus gostos, quem se é, por medo. Medo de ser feliz... Medo de sorrir... Medo de amar... Medo de chorar!

Bem, fica uma música dos Los Hermanos que muito gosto...

“O Vencedor”, Marcelo Camelo.

Olha lá, quem vem do lado oposto
Vem sem gosto de viver
Olha lá, que os bravos são
Escravos sãos e salvos de sofrer
Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
Vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?
Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sem rotas

A concepção das coisas ou dos sentimentos vai mudando de acordo com os ciclos da sua vida. Hoje, depois de um tempo, tenho quase certeza de que ninguém é de ninguém e que tudo, sendo bom ou ruim, tem começo, meio e fim. Infelizmente o fim pode ser apenas para uma pessoa o que gerará na outra dor ou frustração. E não tem como deixar de correr todos os riscos sem seguir o coração? Se há sempre uma batalha na vida, todos os dias, devemos ter respeito por aquilo que acreditamos ou aprendemos. Porque, de fato, é isso que faz com que durmamos com a consciência tranqüila todas as noites.

Tenho, aos poucos, desistido de alguns planos e sonhos. Não, não estou mal com isso, ou jogado a um mar de amarguras sem fim. Pelo contrário. Abandonei certos planos e sonhos por outros estarem em minha cabeça e, de alguma forma, esses planos que tanto digo tem a ver, totalmente, com a minha individualidade. Quero entender melhor quem sou. Para que eu não me perca como alguns que eu vi se perdendo.

Tenho curtido. Curtido muito. Conhecido gente, conversado, ouvido novas músicas, lido novos livros, principalmente do Caio Abreu. Até Lady Gaga eu ouvi, olha só? Sei até o refrão da animadinha “Poker Face” (rs). Também tenho assistido filmes, de todos os tipos e gêneros, os clássicos e os tontos. E todos, da mesma forma, têm me provocado uma ótima sensação. Acho que filme, por pior que seja, sempre tem algo a dizer ao espectador e isso sustenta a minha paixão por filmes.

Também voltei a correr, pouco, mas voltei. Não, não tem nada a ver com corpo, tem a ver com saúde mesmo. Vocês sabem, eu bebo, fumo e gosto de doces. Não dá para brincar com a saúde, é algo sério. E eu ainda quero conhecer tantas lugares, tantas músicas, ir a tantos shows, rir com os bons amigos... Enfim, fazer essas coisas que verdadeiramente valem a pena na vida.

No coração. Reinam uma absoluta paz e harmonia. Pela primeira vez tenho sentido que preciso mesmo de mim. Teve muita coisa que ficou para trás na minha existência. Por ser ariano e quase sempre afoito, sempre fui atropelando tudo... Coloco as pessoas sempre na frente de mim... Não me incomoda isso, de jeito nenhum, mas agora quero expressar a satisfação de estar comigo mesmo. E ponto.

Acho que estou regando um bom jardim interior. Logo as flores surgem... As portas ainda estão trancadas, pois não é tempo de cultivar nada... Porém, janelas ficam entreabertas para que o sol nutra esta minha existência. Afinal, não tem como (e nem quero) prosseguir sem fé alguma.

Há de se ter fé. Em Deus. Na natureza. Nos santos. Nos anjos. Na vida. Em você. Em algo há de se ter fé. Seguir, às vezes, quase não nos pertence e é a fé que te sustenta. Então, de certa forma, a fé está relacionada à paz. E paz é que sinto dentro de mim!