sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um prazer que nos faz ir além

A TV anda um saco. Nada de novo! E o que é novo parece repetido. E o que é repetido nos dá enjôo. E o que nos dá enjôo, fatalmente anulamos de nossas vidas. Fazia um tempão que eu não assistia TV, desde o fim da 2ª temporada de Brothers and Sisters que eu não tenho assistido TV assiduamente. Pode até ser um exagero, mas em meio há tanta bobagem que o campo midiático nos oferece, eis que surge, ou melhor: Ressurge (e em gala) novamente B & S. Ponto para a TV!

O primeiro episódio desta 3ª temporada chega toda cheia de novas energias. O clima nupcial de Kevin e Scotty não abala o humor sarcástico de Kevin, e as fraquezas comuns dos Walkers vêm à tona ao lidar com uma nova provocação da vida: Ryan!

É um momento delicado para a família, além do surgimento de Ryan: A Ojai Foods está nas mãos da terrível Holly – que chega nesta 3ª temporada mostrando uma ambição fora de si, um desconforto espantoso com os Walkers, e com a mania – muito mais aguçada – de interferir na harmonia da família!

Holly é uma espécie de vilã mesmo! Mas ela não é uma vilã a la Flora (A Favorita). Holly é aquele tipinho de vilã que usa de metáforas para inibir a sua verdadeira face. É uma vilã perigosa, pois por ser inteligente, usa de suas palavras para jogar, nunca admitindo de fato de que lado está. Sinto que Holly chega ainda mais manipuladora nesta nova temporada. Portanto, entre a razão (Holly) e a emoção (Nora), não adianta, Nora sempre dá um banho de moral em cima daquela que foi amante de seu marido.

O problema é que Tommy não sabe reagir quando agem de forma coercitiva em relação ao que ele pensa sobre tudo. Em outras palavras, Tommy é manuseado fácil por alguém que tenha personalidade. Aí está um bom resumo desta relação: Holly no comando, mexendo as suas pecinhas como bem entender...

Não é que Tommy seja “do mal” – Alias, nesta família, todos têm um pouco de “lado mal”. O que foi a revelação de Sarah a Kevin justo num momento tão conturbado? Dizendo, numa discussão de família, que ele seria demitido por Tommy! Ta, sim, eu sei: Sarah e Tommy, e as suas desavenças estrondosas, vem crescendo a cada capítulo. Mas Sarah é uma mulher madura. É a mais velha dos irmãos. Tem que encontrar um bom senso para lidar com as situações familiares.

Kitty (uma fofa) foi a estrela da estréia (mais uma vez). É incrível como a sua personagem é apaixonante. O dialogo dela com Robert, quando ele fala da força que a sua esposa tem, contrapondo-se com as suas fraquezas, foi forte, emocionante e lindo. Kitty é assim: Corajosa. Não se intimida nos problemas e nas situações de risco. Ela levanta a cabeça diante dos fatos e resolve – muitas vezes de maneira atrapalhada – mas resolve!

Justin voltou a me encantar (ainda bem). Depois de uma 2ª temporada muito conturbada, Justin mostra-se novamente um garotão encantador, que tem um coração imenso, capaz de conquistar seja quem for – inclusive Becca, uma moça independente e que sempre soube lidar muito bem com a sua solidão!

O importante disso tudo é que B & S prossegue alimentando a nossa alma em meio a tantos terremotos, crises e desigualdade. E é um bom alimento pra alma: Rir, chorar, bater, xingar e amar! Amar... Ah: Tem como não ser louco por B & S?

Foto: Cena do primeiro capítulo da 3ª Temporada: Justin é recebido pelo irmão Kevin, que não perdeu seu humor sarcástico mesmo vivendo um período nupcial. Créditos: blog.uc.tv.br/bs.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mais do que lealdade com os sentimentos, o ser humano precisa se reconhecer contraditório. Às vezes decidimos coisas em nossas vidas que, com o passar do tempo, notamos que agimos por impulso ou imaturidade. E, a partir disso, a melhor técnica, é a do diálogo!
Em um mundo tão frio e globalizado, a conversa olho no olho, tem sido uma posição cada vez mais distante da sociedade. Nós já vamos criando os nossos próprios conceitos e tomando decisões em cima disso, sem ponderar as coisas. O que há de mais belo – e temido – no relacionamento humano, é justamente as diferenças. Através delas é que mudamos a nossa maneira de enxergar o mundo... É como se pudéssemos, através das diferenças, entendermos melhor o mundo e os nossos argumentos.

É necessário, para tal, termos um coração limpo! E limpo não significa que ele nunca tenha sido machucado. Significa que ele sempre é capaz de transformar se em algo novo.

Definitivamente a sociedade precisa parar de querer que o outro seja o que ela quer que este seja. A gente precisa entender que o ser humano é único, e traz consigo características próprias de ser. Existem educações, bases e conceitos diferentes para cada um de nós. Se amamos de um jeito – muitas vezes frio – não significa que amamos menos. Cada um ama de um jeito. Carinho não é algo mecânico, é algo natural. E, conforme o tempo passa, e mais carentes vamos ficando, acabamos confundindo isso tudo! Achamos que carinho é obrigação e, mais que isso, que este deve ser dado de acordo de como queremos. Ah!

Penso que estamos o tempo todo nos criando e recriando. Confio muito em meus sentimentos, em meus sonhos, em minhas metas. Nada melhor existe do que poder deitar em sua cama, com a cabeça tranqüila, longe de pensamentos inexistentes. E, nesta trajetória, acabamos – muitas vezes – magoando as pessoas e o que elas esperam da gente em relação aos nossos sentimentos.

Eu me acerto
Zélia Duncan

Não pensa mais nada
No final dá tudo certo
De algum jeito
Eu me acerto, eu tropeço
E não passo do chão
Pode ir que eu agüento
Eu suporto a colisão
Da verdade
Na contra-mão...(2x)
Eu sobrevivo
E atinjo algum ponto
Eu me apronto
Pro dia seguinte
Escovo os dentes
Abro a porta da frente
Evito a foto sobre a mesa
E ninguém aqui vai notar
Que eu jamais serei a mesma...
Escovo os dentes
Abro a porta da frente
Evito a foto sobre a mesa
E ninguém aqui vai notar
Que eu jamais serei a mesma
Que eu jamais serei a mesma...
Não pensa mais nada
No final dá tudo certo
De algum jeito
Eu me acerto, eu tropeço
E não passo do chão
Pode ir que eu agüento
Eu suporto a colisão
Da verdade
Na contra-mão...
Eu jamais serei a mesma
E ninguém aqui vai mudar
Que eu jamais serei a mesma
Eu jamais serei a mesma!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Será que um dia esta dor termina?
Espero, tanto, que sim!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Uma homenagem ao Ícaro

Uma das melhores coisas que fiz em minha vida foi adquirir um cão, há dois anos atrás. Ele chama-se Ícaro, é um labrador atrapalhado e muito querido por todos da família.

A origem do nome Ícaro é mitológica, sendo filho de Dédalo, que foi o construtor e inventor mais habilidoso de sua época na Grécia Antiga. O seu nome significa: Fidelidade, carinhoso e de muita sensualidade, busca estar sempre demonstrando seu amor a todo instante e espera que a pessoa amada faça o mesmo. Superprotetor e muito prático, alguem pronto a ajudar na solução dos problemas das pessoas mais proximas. Mas tem uma forte tendência a se irritar quando não aceitam sua ajuda ou mesmo seus conselhos. Possessividade, dependência e temosia são aspectos dos quais deve fugir.

Lembro-me, muito feliz, quando optei em levar este bichano para a minha residência. Filho da Elza e do Fred (cães do meu amigo Paolo), logo que cheguei à chácara, veio correndo e deitou em meus pés. Com cara de bobão e jeito de travesso, não pensei duas vezes e o levei para o meu lar, que agora seria o dele também.

No início pensei que estaria fazendo bem só pra mim, pois sempre sonhei em ter um labrador. Com o tempo percebi que fiz bem pra todos da minha família. O Ícaro passou a ser o principal companheiro de minha mãe, que fica muito tempo em casa e sozinha. A relação dos dois é muito interessante. O Ícaro é um animal possessivo. Ele não gosta que a gente se aproxime da minha mãe. Ele se sente mais filho do que todos nós (eu e meus dois outros irmãos).

Com mordidas ardidas para brincar, um rabo que chacoalha forte, quebrando enfeites, destruindo sofás, camas e outros objetos (a minha mãe já trocou 2 vezes de óculos), o Ícaro é um cão adorável. Ele faz de tudo para manter a harmonia dentro de casa. Quando estamos mal humorados, ou chateados com alguma coisa, como espécie de mágica, lá está o Ícaro com aquele olhar fatal pronto para o ataque. Ele sobre para cima da cama, nos lambe, faz piruetas, morde o travesseiro... E nos olha tão profundamente em nossos olhos, que nos emociona.

O Ícaro é fiel. É engraçado. É teimoso. É atrevido. É amigo. É abusado. É atrapalhado, mas principalmente, um cão muito companheiro.

Certa noite eu não conseguia dormir, devido a algumas preocupações, enfim, coisas que às vezes temos que enfrentar em nossas vidas. O Ícaro ficou o tempo todo ao meu lado, olhando firme para mim. Ele tem um jeito de olhar pra gente que nos estremece. Não sei... É como se ele falasse através do olhar. É como se ele vivesse em função de nossas reações. E ele consegue.

Acontece que descobrimos, há alguns meses atrás, que o Ícaro traz com ele uma doença de pele bem chata. Um monte de ‘bolhinhas’ misteriosamente surgem pelo seu corpo, causando queda de pêlos... Desde então, ele se submete a tratamentos rigorosos com antibióticos e vitaminas. Entristece-me vê-lo nestas condições... Eu o acho tão indefeso (apesar do tamanho gigante). É uma relação profunda. Ele depende tanto de mim e de nós lá de casa.

O Ícaro é festeiro, gosta de paquerar as cadelinhas da vizinhança. Para deixá-lo ainda mais feliz, basta dizer: “Vamos ao passeio?”. Nossa... Ele corre por todos os cantos de casa, pula, morde, late... É um prazer.

Estamos finalizando o tratamento da última vez que a doença o atacou. Ele é forte, corajoso... E está vencendo mais uma etapa chata. Seus pêlos já estão novamente fortes e brilhantes.

Eu sou fã do Ícaro, e quando o observo - de todas as formas - penso o quanto que nós, humanos, temos que aprender com os cães!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Verde e amarelo

E o que somos?

Somos migalhas do que o mundo nos transformou. É fácil e natural as pessoas quererem que sejamos da maneira como a elas é mais conveniente. Tenho observado que, a cada dia, as pessoas têm tornado os seus próprios desejos como algo prioritário. E, nesta ansia maluca, nem percebem que os seus desejos tem transformado as pessoas também, da maneira como elas querem.

Não é fácil a gente ter personalidade em um universo onde programas grotescos da televisão brasileira batem recordes absolutos no ibope! É difícil não ser manipulado - principalmente a nossa geração, refém de um mundo totalmente globalizado - pela cultura em massa. Todos os valores estão invertidos: Quer dizer que a cultura, que deveria ser direito de todos, é uma mercadoria - muito cara, diga-se de passagem.

Em 2007 tive o prazer de assistir a um show da grande Maria Bethânia, no Citibank Hall, em São Paulo. Fazer parte de um momento como este é emocionante. É algo que entra direto para a nossa alma e nada, nem ninguém, consegue arrancar da gente. São horas de pura adrenalina, de choque, de valorizar o que é nosso (fala sério: A música brasileira não é a melhor de todas?).

Mas, infelizmente, não são todas as pessoas que podem ter acesso a isso. O show é caro. A viagem é cara. A hospedagem é cara.

Neste caso, especificamente, deixei de pagar algumas contas para me dar este luxo.

Ontem, durante a aula de "História da Arte", teve um debate sobre programas de televisão e filmes que nos distorcem da realidade. Da nossa realidade. Da realidade brasileira. Como inverter este quadro? De que forma?

Estamos tendo uma oportunidade muito especial de termos acesso a uma Universidade. Diante disso, cabe a nós tentarmos inverter este posicionamento. É claro que os brasileiros podem assistir ao "Big Brother Brasil" - entrete, diverte, enfim, eu mesmo assisto. Mas isso não pode só ser a prioridade. É preciso que os governos de todas as esferas valorizem a arte e a cultura, popularizando o acesso a estes bens. Tem que ter teatro de graça para a população, que por sua vez, deve prestigiar tudo o que tiver alguma marca cultural.

A cultura nos torna melhores como cidadãos. Através dela é que criamos gostos mais seletos para descobrirmos o que é bom ou ruim, conseguimos entender melhor quais são os nossos direitos, e como devemos exigi-los. Tanto é que nos regimes totalitários, os artistas eram sempre os mais perseguidos. Lamentável cena!

É preciso mudar sim. Não dá mais pra ficar de braços cruzados diante de tanta besteira que vemos na TV. E "mudar" - neste caso - não significa extinguir vemos programas que emburrecem a nossa cultura! O que não pode é acomodar. Vamos ver "Big Brother" e observar a onda de manipulação exposta em nossa frente... Mas não deixemos de ir ao teatro, ao cinema, conversar sobre assuntos sérios (sem armaduras), conhecer a elogiadíssima música popular brasileira, etc.

terça-feira, 17 de março de 2009

Um novo começo.

Pouco falei sobre a minha entrada em uma Universidade.
Pois é, pessoal: Agora sou um universitário. Depois de muitas confusões, faculdades que não abriram turma, etc, agora posso dizer: Deu tudo certo e já faz 1 mês que iniciei os meus estudos na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep).
É tão estranho e, ao mesmo tempo prazeroso, verificar este primeiro momento em que tudo parece novidade. Passado exato 1 mês do início das aulas, já pude notar que a classe começa a ficar mais íntima de si mesma. As pessoas, finalmente, estão mais dispostas a se conhecerem. Quebrou aquele gelo terrível (e temível) da timidez. Todos estamos nos reconhecendo no mesmo barco. Isso é bom.
Obviamente que turmas já estão se dividindo. Alguns do canto de lá, outros do canto de cá, os do fundão, os da frente... Algumas desavenças já surgiram também. Mas, em geral, tudo está muito bom.
As matérias que antes eram aguardadas com muita ansiedade, agora já trazem a nós um certo desespero. É o caso da "Teoria da Comunicação", por exemplo. É tanta teoria, tanto texto pra ler, que a gente fica perdido. As aulas são ótimas. Aquela boa troca de experiências entre o professor e o aluno, mas são muito dados. Às vezes me pego viajando. Às vezes não entendo. Enfim, faz tudo parte de um novo momento de minha vida.
Por incrível que pareça outra aula que tem tirado o meu sossego é "História da Arte". Infelizmente tive um ensino médio bastante complicado. Muitos contextos eu não sei mesmo. Aí, além de entender sobre estes novos dados que a faculdade propõe, tenho que buscar informações que eu já deveria saber, de alguma forma.
Por outro lado, algumas aulas despertam o meu encanto: "Leitura e Produção Textual" é um bom exemplo disso, e também "Filosofia", "Laboratório de Voz" e "Introdução ao Jornalismo" entram no patamar das disciplinas que eu, particularmente, estou me apaixonando.
Mas o maior barato, neste instante, é a convivência humana mesmo. Os gestos dos novos colegas de classe, futuros amigos de profissão. Todos estamos envolvidos com um brilho no olhar perspicaz! E quando um mostra um certo desânimo, lá estão os outros, dando força para prosseguir na jornada!
E que jornada! São 4 anos divididos em 8 semestres.
Enfim, está sendo uma experiência muito especial. Obrigado a todos pelas boas energias e pela torcida!