Ela sempre teve o mesmo sorriso.Está mais madura, mais charmosa, mais inteligente.Continua com um jeito atrevido de meu pegar, me puxar, me enrolar.Ela sempre teve o mesmo sorriso.Através de seus olhos, enxergo um rio, meu rio, minha fonte.Através de sua pele, imagino choques, tufões, vulcões...Ela sempre teve o mesmo sorriso.O sorriso quase que embriagante, quase que sufocante...O sorriso que queria ter todos os dias quando olhasse no espelho.O sorriso de bom dia que queria festejar.Sua boca, tão carnuda, tão excitante.Sua maneira boba de rir, de olhar.Navego dentro de mim,sem fim, sonhando em ser seu.Só seu.Você só minha.Só pra mim.Ela sempre teve o mesmo sorriso.E também sempre teve o mesmo beijo.O beijo de veludo, o beijo macio...O beijo que me fez sonhar um dia.Que me fez voar e perdido até hoje estou.E eu quero tanto que este beijo acompanhe meus dias.E eu quero tanto que o meu beijo acompanhe suas formas.Suas fórmulas...Por que este gosto amargo do sonho.É tão ruim de sentir.É tão desajeitado.É tão desanimado.Ela sempre teve o mesmo sorriso.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
O Canto de Verônica
Quando soube que o jovem diretor Jonatas Noguel seria o responsável pelo espetáculo “Via-Sacra”, em Limeira, não tive dúvidas: Ousadia e criatividade marcariam as cenas que narram os últimos momentos de Jesus Cristo na Terra, vivendo suas dores, paixão e morte, para chegar à Ressurreição. E assim fui, cheio de expectativas, conferir a estreia do espetáculo, no dia 1º de abril. (O evento segue até sábado, dia 3)
Portanto, o diretor surpreende ainda mais. É incrível como Noguel possui uma sensibilidade que poucos conseguem atingir. Ele inova, propondo uma provocação, um elo entre o público e as cenas.
As surpresas já vieram logo na cena inicial, cavalos desceram pelo morro do Parque Cidade para expulsar e aterrorizar os escravos daquela época. Jonatas deixou de lado as cenas de milagres e abusou das cenas onde dança e teatro se misturam. Tanto que os três pontos mais fortes do espetáculo são as cenas do “Palácio de Herodes”, em que Salomé dança para o Rei em troca da cabeça do profeta João Batista, com pirofagia, dança nos palcos principais e gramado; “Demônios”, em que três artistas seguros surgem misteriosamente pelo palco e tentam Cristo, com luz vermelha sob eles; e “Canto de Verônica”, em que a atriz dá um banho de afinação e nos telões que integram o cenário, imagens da miséria do mundo vão chocando e propondo uma reflexão para o público. Enquanto Verônica canta e mostra desesperadamente para o público o rosto de Cristo enxugado por ela, rapidamente inicia-se a crucificação: Gritos de dor de Cristo e a voz suave e marcante de Verônica marcam – certamente – com sensibilidade e emoção, confirmando a ousadia de Noguel.
O diretor abandonou a parte superior do Parque Cidade e trouxe todas as cenas próximas dos espectadores, no gramado, inclusive a crucificação.
Na Ressurreição, mecanismo novo colocou o intérprete de Cristo “literalmente” no ar, como se estivesse subindo aos céus, causando surpresa no público. Na “Santa Ceia”, os próprios apóstolos são os responsáveis pela montagem da mesa e colocação dos pratos e, no final da cena, assim que Cristo revela que um dos apóstolos irá traí-lo, a imagem é pausada e os atores ficam congelados cerca de 30 segundos... Enquanto a luz demoradamente vai se apagando, nós vamos constatando o quanto essa história, embora tão antiga, reflete fervorosamente nos dias atuais. Novo ponto para Noguel!
Sinto orgulho em constatar todo esse talento de Noguel despontando em Limeira e chamando a atenção de todos pela sua ousadia. Não é a toa que o rapaz tem atingido grandes metas em sua carreira: Em 2009, companhia de teatro dirigida por ele, venceu a edição nacional do Festival de Teatro de Limeira, com a montagem de “Púrpura”, baseada no livro de Alice Walker.
Via-Sacra é, sem dúvidas, um dos eventos culturais mais aguardados pela população. Criada pelo ex-secretário da Cultura, hoje vereador, professor José Farid Zaine, as apresentações entrelaçam a fé e a arte cênica. De 2005 a 2009, Carlos Jerônimo Vieira foi quem assinou a direção, sendo também o diretor das primeiras edições do evento após a sua criação. Além de Vieira, Jaqueline Durans já coordenou o projeto. Seja com Vieira, com Jaqueline ou com Noguel, algo é certo: Via-Sacra merece o respeito e a admiração do público de Limeira. Parabéns Noguel, parabéns Secretaria da Cultura!
Quando soube que o jovem diretor Jonatas Noguel seria o responsável pelo espetáculo “Via-Sacra”, em Limeira, não tive dúvidas: Ousadia e criatividade marcariam as cenas que narram os últimos momentos de Jesus Cristo na Terra, vivendo suas dores, paixão e morte, para chegar à Ressurreição. E assim fui, cheio de expectativas, conferir a estreia do espetáculo, no dia 1º de abril. (O evento segue até sábado, dia 3)
Portanto, o diretor surpreende ainda mais. É incrível como Noguel possui uma sensibilidade que poucos conseguem atingir. Ele inova, propondo uma provocação, um elo entre o público e as cenas.
As surpresas já vieram logo na cena inicial, cavalos desceram pelo morro do Parque Cidade para expulsar e aterrorizar os escravos daquela época. Jonatas deixou de lado as cenas de milagres e abusou das cenas onde dança e teatro se misturam. Tanto que os três pontos mais fortes do espetáculo são as cenas do “Palácio de Herodes”, em que Salomé dança para o Rei em troca da cabeça do profeta João Batista, com pirofagia, dança nos palcos principais e gramado; “Demônios”, em que três artistas seguros surgem misteriosamente pelo palco e tentam Cristo, com luz vermelha sob eles; e “Canto de Verônica”, em que a atriz dá um banho de afinação e nos telões que integram o cenário, imagens da miséria do mundo vão chocando e propondo uma reflexão para o público. Enquanto Verônica canta e mostra desesperadamente para o público o rosto de Cristo enxugado por ela, rapidamente inicia-se a crucificação: Gritos de dor de Cristo e a voz suave e marcante de Verônica marcam – certamente – com sensibilidade e emoção, confirmando a ousadia de Noguel.
O diretor abandonou a parte superior do Parque Cidade e trouxe todas as cenas próximas dos espectadores, no gramado, inclusive a crucificação.
Na Ressurreição, mecanismo novo colocou o intérprete de Cristo “literalmente” no ar, como se estivesse subindo aos céus, causando surpresa no público. Na “Santa Ceia”, os próprios apóstolos são os responsáveis pela montagem da mesa e colocação dos pratos e, no final da cena, assim que Cristo revela que um dos apóstolos irá traí-lo, a imagem é pausada e os atores ficam congelados cerca de 30 segundos... Enquanto a luz demoradamente vai se apagando, nós vamos constatando o quanto essa história, embora tão antiga, reflete fervorosamente nos dias atuais. Novo ponto para Noguel!
Sinto orgulho em constatar todo esse talento de Noguel despontando em Limeira e chamando a atenção de todos pela sua ousadia. Não é a toa que o rapaz tem atingido grandes metas em sua carreira: Em 2009, companhia de teatro dirigida por ele, venceu a edição nacional do Festival de Teatro de Limeira, com a montagem de “Púrpura”, baseada no livro de Alice Walker.
Via-Sacra é, sem dúvidas, um dos eventos culturais mais aguardados pela população. Criada pelo ex-secretário da Cultura, hoje vereador, professor José Farid Zaine, as apresentações entrelaçam a fé e a arte cênica. De 2005 a 2009, Carlos Jerônimo Vieira foi quem assinou a direção, sendo também o diretor das primeiras edições do evento após a sua criação. Além de Vieira, Jaqueline Durans já coordenou o projeto. Seja com Vieira, com Jaqueline ou com Noguel, algo é certo: Via-Sacra merece o respeito e a admiração do público de Limeira. Parabéns Noguel, parabéns Secretaria da Cultura!
quarta-feira, 17 de março de 2010
"Nessa hora e meia, a gente vai falando do jeito da gente. Os tempos da ingenuidade. Da desatenção. Do não saber de nada. Do susto que se tomou ao se conhecer quase nada. Dos tempos da quixotada. Dos restos de amadorismo. Do amadurecimento. Da raiva. Essas coisas todas que foram transformando a gente. Que hoje tem o mesmo riso, faz a mesma algazarra, gosta da cachaça, etc... Mas que melhorou o jogo de cintura, aprimorou o físico, desenvolveu o faro. Além de ter aprendido a prender a respiração quando o cheiro não é dos melhores. O concerto é isso aí. Devagarinho vai se levando. Pra, no final, a esperança ser posta na berlinda de novo. Esperança que pinta, mas já com a certeza de que a gente tem que cavar. Tem que tomar. Na marra. Rindo. Se possível"
Elis Regina
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Prazer...
Por todo o corpo...
A língua que desliza...
As mãos que apertam...
O olhar perdido.
O cabelo sendo puxado.
O ouvido... Os sussurros.
Os gemidos.
Corpos que se movem no encontro do prazer.
Na entrega absoluta.
Na rima da transa...
Salivas que se trocam...
Suor que escorrega...
Pés que se contorcem...
Pernas que tremem...
Alma que salta.
Suspiro absoluto!
A língua que desliza...
As mãos que apertam...
O olhar perdido.
O cabelo sendo puxado.
O ouvido... Os sussurros.
Os gemidos.
Corpos que se movem no encontro do prazer.
Na entrega absoluta.
Na rima da transa...
Salivas que se trocam...
Suor que escorrega...
Pés que se contorcem...
Pernas que tremem...
Alma que salta.
Suspiro absoluto!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Sem título propositalmente.
“Socorro alguém me dê um coração que este já não bate nem apanha, por favor, uma emoção pequena qualquer coisa, qualquer coisa que se sinta”
Não adianta. Todo mundo busca ter alguém para se completar e quando está só, por mais feliz que esteja, sempre pensa com alegria que algo poderá dar certo num determinado momento da vida afinal, não há sentido se não haver o verbo compartilhar em nossas relações.
Todo mundo quer ter alguém para ver um filme quando a chuva lá fora rega as plantas. Todo mundo quer ter alguém para ouvir uma música, para rir da vida, para transar, às vezes. Todo mundo quer ter uma pessoa toda especial, que seja cheia de defeitos e, ainda assim, as qualidades queiram falar mais alto.
Todo mundo quer ter alguém que possa confiar cegamente, além dos amigos. Alguém que te entenda, que busque te fazer bem, sem mudar a sua personalidade ou o da pessoa. Falar sem receios, sem medos... Contar sobre as experiências da vida, mostrando a evolução de cada momento. Silenciar... Beijar. Sentir o coração disparar só com um andar misterioso. Aquele cheiro, o tal lance do aroma que seduz...
Planejar. Juntos. Buscar no dia-a-dia uma receita ou solução que afaste o ritmo perigoso de “acordar juntos todos os dias”, fazer pequenas surpresas, como uma bandeja de café da manhã que tenha apenas um pão e café e, ainda assim, ser o melhor café da manhã da sua vida. Curtir um período de saudades, sem que o mundo caía.
Se permitir. Confiar cegamente. Fazer do ciúme uma fórmula afrodisíaca. Olhar para o outro, que insiste em ser teimoso e, ao fechar os olhos, ver o quanto que você está ligado nele ou nela.
Brincar. Brincar com os amigos, todos juntos, brincar sozinhos. Conversar horas e horas num boteco de esquina e achar que aquela é a melhor balada da sua vida. Abrir mão naturalmente de algumas coisas da sua vida, por querer fazer bem alguém. Mas não abrir mão de você!
Demonstrar afeto, cada um do seu jeito. Mas demonstrar. Entender. Compreender. Cooperar e ter paciência.
Quando um estiver de mau humor saber apenas olhar e ainda assim o outro ter a certeza de que você está ao seu lado sem nenhum pudor. Colocar seu ombro à disposição quieto, deixar que o outro chore em seu ombro. Ah...
Ficar tão feliz com as conquistas do outro (ou da outra) e não ser capaz de colocar qualquer ciúme antes disso. Desejar o bem, perto ou longe. Mas desejar de coração, infinito.
Ah... Ah... Ah...
Não ter a senha do outro, do MSN ou do ORKUT, e não sentir vontade disso. Por acreditar que nada vai ser capaz de decompor os dias da relação. Achar que àquela roupa não fica bem nele, mas mesmo assim ver o quão lindo está.
Acredito que o amor esteja ligado aos pequenos prazeres e segredos da vida. Poucos observam isso. As pessoas têm uma visão do amor ou da paixão inexistente. Elas têm a visão das novelas das 8, e não da realidade. Querem que o outro seja perfeito, no físico e na cabeça, querem demonstrações de afetos exageradas, querem que o sexo seja de 2, 3 horas, querem tanto e acabam se esquecendo que, no final, o que vale mesmo a pena (e o que fica) são as conversas, as mãos, os toques e as surpresas tão mínimas e que fizeram sua alma transbordar pela pele, evaporar pelo corpo, suar pela testa...
Enfim...
Não adianta. Todo mundo busca ter alguém para se completar e quando está só, por mais feliz que esteja, sempre pensa com alegria que algo poderá dar certo num determinado momento da vida afinal, não há sentido se não haver o verbo compartilhar em nossas relações.
Todo mundo quer ter alguém para ver um filme quando a chuva lá fora rega as plantas. Todo mundo quer ter alguém para ouvir uma música, para rir da vida, para transar, às vezes. Todo mundo quer ter uma pessoa toda especial, que seja cheia de defeitos e, ainda assim, as qualidades queiram falar mais alto.
Todo mundo quer ter alguém que possa confiar cegamente, além dos amigos. Alguém que te entenda, que busque te fazer bem, sem mudar a sua personalidade ou o da pessoa. Falar sem receios, sem medos... Contar sobre as experiências da vida, mostrando a evolução de cada momento. Silenciar... Beijar. Sentir o coração disparar só com um andar misterioso. Aquele cheiro, o tal lance do aroma que seduz...
Planejar. Juntos. Buscar no dia-a-dia uma receita ou solução que afaste o ritmo perigoso de “acordar juntos todos os dias”, fazer pequenas surpresas, como uma bandeja de café da manhã que tenha apenas um pão e café e, ainda assim, ser o melhor café da manhã da sua vida. Curtir um período de saudades, sem que o mundo caía.
Se permitir. Confiar cegamente. Fazer do ciúme uma fórmula afrodisíaca. Olhar para o outro, que insiste em ser teimoso e, ao fechar os olhos, ver o quanto que você está ligado nele ou nela.
Brincar. Brincar com os amigos, todos juntos, brincar sozinhos. Conversar horas e horas num boteco de esquina e achar que aquela é a melhor balada da sua vida. Abrir mão naturalmente de algumas coisas da sua vida, por querer fazer bem alguém. Mas não abrir mão de você!
Demonstrar afeto, cada um do seu jeito. Mas demonstrar. Entender. Compreender. Cooperar e ter paciência.
Quando um estiver de mau humor saber apenas olhar e ainda assim o outro ter a certeza de que você está ao seu lado sem nenhum pudor. Colocar seu ombro à disposição quieto, deixar que o outro chore em seu ombro. Ah...
Ficar tão feliz com as conquistas do outro (ou da outra) e não ser capaz de colocar qualquer ciúme antes disso. Desejar o bem, perto ou longe. Mas desejar de coração, infinito.
Ah... Ah... Ah...
Não ter a senha do outro, do MSN ou do ORKUT, e não sentir vontade disso. Por acreditar que nada vai ser capaz de decompor os dias da relação. Achar que àquela roupa não fica bem nele, mas mesmo assim ver o quão lindo está.
Acredito que o amor esteja ligado aos pequenos prazeres e segredos da vida. Poucos observam isso. As pessoas têm uma visão do amor ou da paixão inexistente. Elas têm a visão das novelas das 8, e não da realidade. Querem que o outro seja perfeito, no físico e na cabeça, querem demonstrações de afetos exageradas, querem que o sexo seja de 2, 3 horas, querem tanto e acabam se esquecendo que, no final, o que vale mesmo a pena (e o que fica) são as conversas, as mãos, os toques e as surpresas tão mínimas e que fizeram sua alma transbordar pela pele, evaporar pelo corpo, suar pela testa...
Enfim...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz
Não é falta de jeito, nem falta de vontade, nem indisposição... É medo! Não adianta, o mal do século está no medo que as pessoas têm de serem felizes, em qualquer aspecto. Fico pasmo quando vejo alguma pessoa feliz e esta me vira e diz: “ai, tenho até medo de rir, dizem que quando a gente está muito feliz é porque algo de mal está para acontecer”. Que tipo de seita é essa que acreditam? É como se nos preparássemos, por estarmos muito alegres, para passarmos por momentos angustiantes?
Besteira!
É claro que não dá para ser feliz sempre. Há dias em que surpresas negativas surgem. Mas é preciso sim viver sem medo, sem medo inclusive dessas surpresas.
Um rico pode falir. Um cantor pode ficar sem voz. Uma demissão pode interromper vários sonhos. Um amor pode acabar de repente. Um amigo pode ir embora para sempre. Uma doença pode chegar. Uma traição pode atormentar. Enfim, há sempre muitas possibilidades... Mas as ruins, acreditem, são as menos prováveis.
Sou muito fã da Lei de Murphy, àquela que diz que se algo pode dar errado dará e ponto. Sou fã porque essa lei, por mais pessimista que pareça ser, carrega para si uma onda de otimismo enorme. Oras... Se algo pode dar errado sempre por que não rir quando der? Por que não buscar no otimismo a força para quebrar muros e barreiras?
Mania feia esta a nossa de desistir logo, de desacreditar antes de acreditar, de impedir de se apaixonar de novo, por medo, por instinto... AH! Que gente covarde a gente está virando?
Eu não quero! Eu quero acreditar. Eu quero seguir... Pelos bons e maus caminhos. Mas eu quero.
Gente que vive dentro de si mesmo, reprimindo suas vontades, seus gostos, quem se é, por medo. Medo de ser feliz... Medo de sorrir... Medo de amar... Medo de chorar!
Bem, fica uma música dos Los Hermanos que muito gosto...
“O Vencedor”, Marcelo Camelo.
Olha lá, quem vem do lado oposto
Vem sem gosto de viver
Olha lá, que os bravos são
Escravos sãos e salvos de sofrer
Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
Vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?
Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz
Besteira!
É claro que não dá para ser feliz sempre. Há dias em que surpresas negativas surgem. Mas é preciso sim viver sem medo, sem medo inclusive dessas surpresas.
Um rico pode falir. Um cantor pode ficar sem voz. Uma demissão pode interromper vários sonhos. Um amor pode acabar de repente. Um amigo pode ir embora para sempre. Uma doença pode chegar. Uma traição pode atormentar. Enfim, há sempre muitas possibilidades... Mas as ruins, acreditem, são as menos prováveis.
Sou muito fã da Lei de Murphy, àquela que diz que se algo pode dar errado dará e ponto. Sou fã porque essa lei, por mais pessimista que pareça ser, carrega para si uma onda de otimismo enorme. Oras... Se algo pode dar errado sempre por que não rir quando der? Por que não buscar no otimismo a força para quebrar muros e barreiras?
Mania feia esta a nossa de desistir logo, de desacreditar antes de acreditar, de impedir de se apaixonar de novo, por medo, por instinto... AH! Que gente covarde a gente está virando?
Eu não quero! Eu quero acreditar. Eu quero seguir... Pelos bons e maus caminhos. Mas eu quero.
Gente que vive dentro de si mesmo, reprimindo suas vontades, seus gostos, quem se é, por medo. Medo de ser feliz... Medo de sorrir... Medo de amar... Medo de chorar!
Bem, fica uma música dos Los Hermanos que muito gosto...
“O Vencedor”, Marcelo Camelo.
Olha lá, quem vem do lado oposto
Vem sem gosto de viver
Olha lá, que os bravos são
Escravos sãos e salvos de sofrer
Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
Vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?
Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Sem rotas
A concepção das coisas ou dos sentimentos vai mudando de acordo com os ciclos da sua vida. Hoje, depois de um tempo, tenho quase certeza de que ninguém é de ninguém e que tudo, sendo bom ou ruim, tem começo, meio e fim. Infelizmente o fim pode ser apenas para uma pessoa o que gerará na outra dor ou frustração. E não tem como deixar de correr todos os riscos sem seguir o coração? Se há sempre uma batalha na vida, todos os dias, devemos ter respeito por aquilo que acreditamos ou aprendemos. Porque, de fato, é isso que faz com que durmamos com a consciência tranqüila todas as noites.
Tenho, aos poucos, desistido de alguns planos e sonhos. Não, não estou mal com isso, ou jogado a um mar de amarguras sem fim. Pelo contrário. Abandonei certos planos e sonhos por outros estarem em minha cabeça e, de alguma forma, esses planos que tanto digo tem a ver, totalmente, com a minha individualidade. Quero entender melhor quem sou. Para que eu não me perca como alguns que eu vi se perdendo.
Tenho curtido. Curtido muito. Conhecido gente, conversado, ouvido novas músicas, lido novos livros, principalmente do Caio Abreu. Até Lady Gaga eu ouvi, olha só? Sei até o refrão da animadinha “Poker Face” (rs). Também tenho assistido filmes, de todos os tipos e gêneros, os clássicos e os tontos. E todos, da mesma forma, têm me provocado uma ótima sensação. Acho que filme, por pior que seja, sempre tem algo a dizer ao espectador e isso sustenta a minha paixão por filmes.
Também voltei a correr, pouco, mas voltei. Não, não tem nada a ver com corpo, tem a ver com saúde mesmo. Vocês sabem, eu bebo, fumo e gosto de doces. Não dá para brincar com a saúde, é algo sério. E eu ainda quero conhecer tantas lugares, tantas músicas, ir a tantos shows, rir com os bons amigos... Enfim, fazer essas coisas que verdadeiramente valem a pena na vida.
No coração. Reinam uma absoluta paz e harmonia. Pela primeira vez tenho sentido que preciso mesmo de mim. Teve muita coisa que ficou para trás na minha existência. Por ser ariano e quase sempre afoito, sempre fui atropelando tudo... Coloco as pessoas sempre na frente de mim... Não me incomoda isso, de jeito nenhum, mas agora quero expressar a satisfação de estar comigo mesmo. E ponto.
Acho que estou regando um bom jardim interior. Logo as flores surgem... As portas ainda estão trancadas, pois não é tempo de cultivar nada... Porém, janelas ficam entreabertas para que o sol nutra esta minha existência. Afinal, não tem como (e nem quero) prosseguir sem fé alguma.
Há de se ter fé. Em Deus. Na natureza. Nos santos. Nos anjos. Na vida. Em você. Em algo há de se ter fé. Seguir, às vezes, quase não nos pertence e é a fé que te sustenta. Então, de certa forma, a fé está relacionada à paz. E paz é que sinto dentro de mim!
Tenho, aos poucos, desistido de alguns planos e sonhos. Não, não estou mal com isso, ou jogado a um mar de amarguras sem fim. Pelo contrário. Abandonei certos planos e sonhos por outros estarem em minha cabeça e, de alguma forma, esses planos que tanto digo tem a ver, totalmente, com a minha individualidade. Quero entender melhor quem sou. Para que eu não me perca como alguns que eu vi se perdendo.
Tenho curtido. Curtido muito. Conhecido gente, conversado, ouvido novas músicas, lido novos livros, principalmente do Caio Abreu. Até Lady Gaga eu ouvi, olha só? Sei até o refrão da animadinha “Poker Face” (rs). Também tenho assistido filmes, de todos os tipos e gêneros, os clássicos e os tontos. E todos, da mesma forma, têm me provocado uma ótima sensação. Acho que filme, por pior que seja, sempre tem algo a dizer ao espectador e isso sustenta a minha paixão por filmes.
Também voltei a correr, pouco, mas voltei. Não, não tem nada a ver com corpo, tem a ver com saúde mesmo. Vocês sabem, eu bebo, fumo e gosto de doces. Não dá para brincar com a saúde, é algo sério. E eu ainda quero conhecer tantas lugares, tantas músicas, ir a tantos shows, rir com os bons amigos... Enfim, fazer essas coisas que verdadeiramente valem a pena na vida.
No coração. Reinam uma absoluta paz e harmonia. Pela primeira vez tenho sentido que preciso mesmo de mim. Teve muita coisa que ficou para trás na minha existência. Por ser ariano e quase sempre afoito, sempre fui atropelando tudo... Coloco as pessoas sempre na frente de mim... Não me incomoda isso, de jeito nenhum, mas agora quero expressar a satisfação de estar comigo mesmo. E ponto.
Acho que estou regando um bom jardim interior. Logo as flores surgem... As portas ainda estão trancadas, pois não é tempo de cultivar nada... Porém, janelas ficam entreabertas para que o sol nutra esta minha existência. Afinal, não tem como (e nem quero) prosseguir sem fé alguma.
Há de se ter fé. Em Deus. Na natureza. Nos santos. Nos anjos. Na vida. Em você. Em algo há de se ter fé. Seguir, às vezes, quase não nos pertence e é a fé que te sustenta. Então, de certa forma, a fé está relacionada à paz. E paz é que sinto dentro de mim!
Assinar:
Postagens (Atom)
