sábado, 21 de novembro de 2009

'Quando acaba', por Jabor!

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo.....
- Cinco anos... que pena... acabou....
- é... não deu certo...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar 100% de você para você mesmo, como cobrar 100% do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar.... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração.....
Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse....
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ?????

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um sonho que se desfaz...

O nome dele era Renato e seu sobrenome pouco importa. Carioca, o menino de 10 anos, morador de uma das maiores comunidades do Rio, assistiu, ao acaso, o anúncio de que o seu país será cenário de uma momento histórico: Sede das Olimpíadas de 2016. O garoto, que trajava uma bermuda da cor verde, bastante suja, uma camiseta amarela, rasgada, com as promessas de um Brasil campeão da Copa de 2002, e um boné azul, trazendo propaganda da “Casas Bahia”, loja, inclusive, em que conseguiu assistir à revelação feita por Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional, onde entrou – observado rapidamente pelos seguranças – para tomar uma água gelada no bebedouro, fugindo do sol ardido lá de fora. Seus bolsos tilintavam um agradável “barulhinho” de moedas. Enquanto o observava, nem notei que estávamos tão próximos um do outro. Tio – ele disse. O que significa isso daí “pra” nós? É muita coisa, rapaz. Será investido muito por aqui. E o que é investir? – perguntou-me. É... Pensei um pouco, na verdade muito, e ele insistiu: O que é isso aí, mano? Talvez comecem a oferecer um sistema de saúde mais adequado, injetem mais grana na segurança e na educação – pontuei, sem ter a certeza se havia dito algo coerente. Hã – resmungou a criança – Então minha mãe vai ficar feliz com esse lance aí da segurança. Só lá na minha “goma” “mora” nove “pessoa”, isso porque três já “foi” pra terra, “morridos” lá na minha comunidade. E quem eram esses que morreram? – interroguei. “Era” meus “irmão”, o mais “véio” tinha o mesmo nome que o meu, Renato – gabou-se. Nesse treco aí que “passo” na TV tem futebol também? Tem sim. Você curte futebol? Muito, tio. Jogo, quando não tenho que “trampá”. Ah. E você trabalha com o quê? Estuda também? Nada, tio, “tá” tirando? Estudar é coisa de luxo, eu “trampo” nos faróis mesmo, arranco umas moedas aí “pra” ajudar em casa. O silêncio tomou conta de nós dois. Tio – disse-me. Quem sabe lá nesse lugar aí eu “num” jogo bola, né? É meu sonho, sabia? Ser igualzinho “o” Ronaldo – revelou de peito inchado. Fomos interrompidos pelo vendedor da loja, estava prestes a adquirir uma TV de plasma para enfeitar a sala lá de casa e, como num passe de mágica, Renato sumiu.

Hoje, um pouco mais do que um mês desse episódio, vendo os noticiários da TV de plasma – recentemente comprada – no ápice da violência no “Morro do Alemão”, observei uma senhora chorando pela perda de um filho por uma bala perdida. Ao seu lado, outras crianças apertavam suas pernas enquanto uma mamava em seu peito. O microfone de uma repórter transmitia o drama daquela mulher. Não dá mais “pra” nós “morar” aqui não, dona – relatou a senhora desesperada, chorando copiosamente. Ele tinha o mesmo nome do mais velho e não parava de falar que iria ver as Olimpíadas em 2016.

Nas mãos dela, o boné da “Casas Bahia” ainda estava com manchas de sangue...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A benção do retorno...

A maioria das pessoas sabe que faço assessorias para o vereador José Farid Zaine (PDT). Trabalho diariamente atendendo pessoas, pessoalmente ou por telefone. Conheço realidades bem diferentes, todos os dias. E ontem, ao atender o telefonema de uma simpática senhora, foi que eu me surpreendi: Às vezes as pessoas precisam apenas mesmo é de uma boa atenção.

Ela está com problemas para vagas de creches para o seu neto. Há uma demanda grande buscando estas vagas. Um vereador não tem prerrogativas para auxiliar neste caso e acho isso até justo, pois não é certo passar ninguém na frente de ninguém apenas por contatos. Porém, o que fiz, foi uma pesquisa das creches da redondeza da região que esta senhora mora. Fiz isso em, no máximo, 1 hora. Quis conhecer um pouco dessas realidades. Saber sobre as assistentes sociais, como são realizados esses atendimentos, e outras coisas.

E então, mais tarde, retornei a ligação para a senhora. Logo a avisei que não poderíamos interferir no andamento das vagas nas creches. E então, disse que andei ligando em algumas creches, para saber um pouco sobre a realidade de parte delas. Num papo bastante descontraído, a gente acabou que sintonizando muitos assuntos, pensando de maneira idêntica em várias vertentes. Ao final da ligação, ela me agradeceu muito por tudo que fiz a ela. Abençoou-me e ainda reiterou que foi um prazer ter conversado comigo.

Ao desligar o telefone, uma enorme sensação de paz e tristeza me invadiu. Se pudesse, queria poder ajudar todo mundo que chega com algum problema. Isso traz uma sensação de “impotência”. Por outro lado, a paz veio pelo fato de acreditar que basta pouca coisa para alegrar o coração das pessoas: gentileza. E então pensei: Por que será que muitas pessoas não se entregam aonde quer que estejam?

Eu mesmo ligo diversas vezes, em vários setores, da cidade ou região, e fico transtornado com a falta de importância que dão aos problemas de quem quer que seja. Claro que há ótimas exceções. Mas mesmo assim, um retorno, mesmo que negativo, pode culminar em respeito para quem aguarda por ele.

Enfim, algo precisa ficar claro: Esta senhora me fez um bem, e eu é que me senti completamente fascinado pela sua simplicidade e alegria em viver.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Pálidas anotações

Eu não sei mais o que fazer.
O meu egoísmo clama para que você fique, e não feche a porta.
Mas sei que não sou capaz de te fazer feliz.
Sei que estou longe e distante de ser o que você quer pra você.
Eu não tenho direito de te impedir...

Talvez eu seja a pessoa mais complicada deste universo.
Eu juro que eu pensei que não seria tão difícil...
Não podemos deixar de ser a gente mesmo.
Não vou te mudar. Não me mudarás.
Continuarei sendo fã de Maria Rita, Calcanhoto e Bethânia.
Mesmo que a porta venha a fechar...

A verdade é que dentro de mim há vulcões imensos de saudades.
A culpa não é sua, nem minha, talvez nem nossa.
Eu não sei como fazer para que você possa me compreender.
Eu não sei mais te compreender.
Sabe aquele brilho de maio?
Não há mais em seu olhar.

Há no meu.

Mas ele está piscando.
Ruindo... Esfarelando.

E o que fazer?

Soa... Soa...
Sino! Suspiro!

O vento bate em meu rosto.
E estas noites mal dormidas?
Que carregam culpas inexistentes em mim mesmo?

Não posso mais me culpar tanto assim.
Eu tentei abrir mão de mim!
Não consigo.

Você exige coisas mirabolantes.
Não posso te dar...

Você também não quer me dar.

Fiquemos em silêncio então.
Ensurdecedor silêncio.
Que silencia o orvalho da humanidade.
Que queima a alma. Rasga o coração, aos poucos.
Voltarei a me embebedar de vodkas, destas das mais baratas.
Não me importo mais com as cinzas que sobrevoam o meu quarto... Os meus cadernos!

De fato queria hoje beber até a mim.
E me cuspir um novo ser-humano.

Mais seu.
Menos meu!

Não sei te completar...

E receio que, nesta vida, não estejamos aqui para completar a ninguém!

Nascemos completos.

Nascemos completo?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Só comida?

"A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte". Se Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto, compositores da canção “Comida”, no ano de 1987, já previam que a sociedade necessitava da arte e da cultura assim como outros bens fundamentais à nossa existência, imagine o quanto esta composição ainda se encaixa nos dias atuais, com o excesso de informações e a ignorância política crescendo cada vez mais.

O que era para ser de todos, pertence apenas à elite de uma sociedade em que a banalização da cultura é mostrada todos os dias, com o novo grupo de axé, pagode, funk, etc. O que vale mesmo é ser o mais ridículo possível... E, mostrar os nossos valores reais? Pouco importa. Alias, nada importa, a não ser estar com o corpo todo sarado e o bumbum dentro dos parâmetros estabelecidos pelas revistas de moda.

Por trás desses disfarces todos, há uma agravante que vai para além dos nossos olhos: O que há com o que é nosso? Como podemos exigir os nossos direitos? Como podemos ter acesso aos patrimônios culturais se eles custam caros? Mas, oras, não eram para ser, por direito, de todos nós?

Como podemos assistir a shows dos grandes mestres da música popular brasileira, referencial em todo o mundo, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, se o custo para isso é muito além da nossa realidade?

Mais do que grandes espetáculos ao ar livre esporadicamente, para a comemoração de datas especiais, o país necessita de uma política pública cultural com urgência, a cultura anda de mãos dadas com a educação. Enquanto esta educa e leva o indivíduo ao conhecimento, a cultura permite que as pessoas tornem-se mais capazes de lutarem por suas opiniões, mostrando a realidade dos fatos, permitindo que a sociedade deixe de agir de forma passiva a tantos abusos impostos, sejam estes políticos, educacionais e econômicos.

A verdadeira revolução possível é a cultural. Com a arte, podemos tirar as crianças das ruas, do mundo do tráfico, e trazê-las para o mundo das cores, das possibilidades, ensinando-as a preservar os prédios públicos, a valorizar as suas manifestações de pensamentos e habituar com as ações culturais.

No caso específico da cidade de Limeira, interior de SP, os festivais de música e de teatro têm dado um novo gás à população, esta que traz o tom para tais manifestações. As poltronas do Teatro Vitória (único teatro municipal da cidade) ficam lotadas de gente que não perde as apresentações artísticas. As ruas, com os espetáculos da categoria “teatro de rua”, chamam a atenção de todos que por ali passam.

Diante desse cenário, nota-se uma mistura agradável no público: é a criança que nunca teve chance de assistir a um teatro – que nem pisca os olhos com medo de perder algum gesto ainda melhor -, são os senhores e as senhoras que também nunca tiveram a chance de frequentarem um teatro, por acharem que a cultura é algo caro, o público que sempre acompanha a agenda cultural do município, etc. São todos espectadores buscando uma saída de emergência para a cabeça, que anda tão alienada pelos meios de comunicação, com a falta de esclarecimento e excesso de sensacionalismo. Com a arte, é possível respirar. É possível encontrar, dentro da alma, a emoção transbordada por uma palavra articulada, uma voz afinada, uma canção que traz saudade, amor ou dor.

Precisamos, com urgência, valorizar mais a cultura. Os governos precisam entender que esta seria a solução para uma sociedade melhor, menos violenta e conturbada. A cultura, quando acessada, desperta sentimentos escondidos em todos os indivíduos. E a troca não é unilateral. A cultura proporciona à pessoa uma incrível sensação de paz e inquietação... E, por sua vez, o sujeito busca um eterno encontro com a sua maneira de expressar-se, sem medo, sem receio... Acreditando em si. Triste contradição: acreditar em si vale mesmo a pena nesse mundo de tantas inversões de valores? Com a arte há a certeza que sim!

Busquemos sim a nossa comida! O mundo anda muito globalizado, o capitalismo potencializa tanto a desigualdade, e sem comida não há vida. Mas não deixemos de buscar (e lutar) pela cultura! Vamos dar as mãos. Acreditar no que é nosso. Valorizar o que é nosso. E, em coro, ecoarmos a canção escrita há mais de 20 anos, que diz tanta verdade. E, em reflexão, ficam as questões: “Você tem sede de que? Você tem fome de que?”.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Eleitos delegados para a Conferência Estadual da Cultura

População defende cultura democrática e orçamento participativo na elaboração dos projetos artísticos em Limeira.

Ocorreu no sábado, 17 de outubro, o debate da Conferência Municipal da Cultura, na Câmara de Limeira. Além de dezenas de propostas apresentadas pela sociedade civil, para as fases municipal e estadual, houve a eleição dos delegados que representarão o município na discussão estadual da conferência, que acontece na segunda quinzena de novembro. A realização da Conferência foi da Prefeitura, por meio da Secretaria da Cultura, Associação Cultural e Técnica dos Artistas de Limeira (Acarte) e Câmara, contando com o apoio do Instituto Superior de Ciências Aplicadas (Isca).

Representantes dos mais diversos gêneros das artes marcaram presença e apresentaram propostas e ideias em relação à cultura de Limeira e do estado de São Paulo. Segundo o diretor do Centro Cultural e Bibliotecas, da Secretaria da Cultura, Juraci Rodrigues Soares Requena, “o público participante fez pontuações importantíssimas para a cultura da cidade”.

A mediação da Conferência foi ministrada pelo secretário da Cultura, Adalberto Mansur. O secretário afirma que as discussões foram válidas e ofereceram uma grande vitrine dos anseios da população.

Para o vereador professor José Farid Zaine (PDT), a realização da Conferência confere um grande avanço à cidade no sentido da participação popular que “sempre que consultada elabora novas e ótimas parcerias com o Poder Público”.

Delegados
Foram eleitos, para defenderem as propostas do município, cinco delegados, que são: Lucas Barbosa Barel, Liege Vicente, André Assunção, Fernanda Moreira e Otacílio Monteiro.

A jovem Fernanda, 22 anos, mostra-se otimista para auxiliar e argumentar, no estado, a participação do município. “Vamos defender propostas de uma cultura mais democrática e um orçamento participativo, sintonizando a sociedade civil com o governo, para que ideias já existentes sejam fortalecidas e novas possam surgir”, cita.

De acordo com ela, dois foram os temas mais abordados na Conferência: A criação do Conselho Municipal da Cultura e a implantação da Lei 2702/94, que institui na cidade, incentivo fiscal para a realização de projetos culturais, a ser concedido a pessoa física ou jurídica. A proposta é também conhecida como a “Lei Farid”.

Os temas discutidos na Conferência foram: 1 - Produção Simbólica e Diversidade Cultural; 2 – Cultura, Cidade e Cidadania; 3 - Cultura e Desenvolvimento Sustentável; 4 - Cultura e Economia Criativa; e 5 - Gestão e Institucionalidade da cultura.

Em 19 de outubro de 2009

Discussões da Conferência Municipal da Cultura em ritmo acelerado

Na manhã deste sábado, 17 de outubro, iniciaram as discussões da Conferência Municipal da Cultura, na Câmara de Limeira. Cerca de 100 pessoas, confirmando gerações diferentes, estão representando os mais diversos setores das artes. Neste primeiro momento, foram divididos grupos, que se transformaram em eixos, para os debates dos cinco temas propostos pela Conferência (veja os temas abaixo).

Hip-hop, literatura, música popular, artes cênicas, produção cultural, orquestra, escolas de arte e a arte clown estão sendo representadas pela população. O secretário da Cultura, Adalberto Mansur, e o vereador professor José Farid Zaine (PDT), estão participando das discussões, que devem ocorrer até às 16h.

Marcelo Pereira Gonçalves, 26 anos, representante do movimento do hip-hop, observa que este tipo de manifestação aproxima o hip-hop de lugares que, nem sempre, consegue atingir. “É uma troca de experiências do movimento com outros setores da cultura”, explica.

O produtor cultural Vagner Fernandes (25) pensa que a Conferência poderá fortalecer um antigo sonho da classe artística, que é a criação de um Conselho Municipal da Cultura que, a princípio, “poderia ser conduzida pelas próprias lideranças atuais locais”.

A violoncelista Andreza Zacabi (26) acredita que duas importantes tarefas ampliariam o acesso à cultura à população, com recursos financeiros e novos espaços físicos: “Há uma carência nestes aspectos, que dificultam, muitas vezes, o andamento do nosso trabalho”, explica.

O ator Eliseu Pereira (43) está satisfeito com a primeira parte de debates. “É uma ótima oportunidade para conhecermos o que as pessoas querem e desejam da cultura, apresentando propostas”

Para Mansur, “a discussão está interessante e, mais do que isso, as políticas públicas e as iniciativas pontuais necessitam que sejam muitas vezes sinalizadas pela sociedade, que aponta o que quer na área da cultura, além do que já está sendo oferecido”.

Farid vê, com alegria, a realização desta Conferência. “Esta é a minha bandeira, fiz isso em toda a minha vida pública, defendendo a cultura, seja nos eventos que criei ou nos projetos que apresentei, como os mais recentes que transformam os festivais de música Canta Limeira e FestiAFRO e o Festival Nacional de Teatro em leis, protegendo-os dentro da programação cultural da cidade”, diz.

Na segunda parte do evento, programada para acontecer a partir das 13h, as propostas idealizadas pelos eixos irão ao Plenário para votação. As que forem aprovadas serão levadas à Conferência Estadual da Cultura pelos delegados representativos do município, que também serão escolhidos na tarde de hoje.

Os temas discutidos são: 1 - Produção Simbólica e Diversidade Cultural; 2 – Cultura, Cidade e Cidadania; 3 - Cultura e Desenvolvimento Sustentável; 4 - Cultura e Economia Criativa; e 5 - Gestão e Institucionalidade da cultura.


Em 17 de outubro de 2009