quarta-feira, 20 de maio de 2009

Experimente

Hoje somos muito cobrados. No trabalho, na escola, nos problemas familiares, nos problemas a dois, na falta de dinheiro (ou o excesso dele), sobre as nossas opiniões, sobre o que pensamos, sobre a atitude que temos, enfim, vivemos numa sociedade bastante inquieta e que não se dá por contente nunca.

Na vida a dois, a cobrança é a mais complicada! Estranho o fato de nunca estarmos satisfeitos com a pessoa que está ao nosso lado. Mostramos isso, de forma individualista a todos, sendo egoístas e, muitas vezes, imaturos em nosso posicionamento, trazendo ao outro, uma incrível sensação de inutilidade.

A insegurança, o ciúmes exagerado, a falta de “ser quente”, a ausência do diálogo, são os principais ingredientes para que uma relação não tenha base. Penso, com veemência, que estar ao lado de alguém é muito prazeroso, principalmente pela liberdade que se pode ter, naturalmente, de querer a presença de uma outra pessoa em todos os fatores de nossas vidas.

Liberdade, hoje em dia, assim como tantos outros utópicos sentimentos, é muito confundida com sacanagem e libertinagem. É comum não acreditarmos mais que uma outra pessoa esteja ao nosso lado, simplesmente por querer estar ao nosso lado. Somos reféns de uma sociedade que não preza mais por valores de caráter que entendo serem fundamentais para o funcionamento do amor: respeito e Dignidade!

Claro que há outros fatores em um relacionamento, mas em todos eles, o respeito sempre anda ao lado e, muitas vezes, na frente do que sentimos.

Amo pela liberdade que esse amor a mim provoca. A liberdade de poder conversar com diversas pessoas, e conhece-las também, e, ainda assim, sentir falta daquele cheiro que entra pelas nossas entranhas e desenvolve a nossa alma. Sentir falta de um único beijo que estremece as pernas. Sentir falta de uma única junção de corpos que evapora até os pólos da derme. A liberdade de estar com os amigos, em um bar “maneiro”, bebendo umas cervejas e fazendo a observação humana e, em pensamentos, desejar, com toda a força, que essa pessoa especial esteja por perto, o tempo todo.

A liberdade de poder criar sonhos, de casamento, de filhos, de guardar grana. A liberdade de se contradizer, não por mentiras, mas por que, todos nós somos tão contraditórios. Diversas vezes temos um ponto de vista sobre um determinado assunto e, de repente, mudamos, invertemos ou simplesmente deixamos de ter.

Temos, dentro de nós, conceitos específicos que nos tornam seres humanos cheios de idéias e esclarecimentos, seja pela educação que temos (desde crianças), seja pela escola, pelos vizinhos, enfim: temos tantas opiniões que são nossas e de repente deixam de ser.

Eu acho de uma beleza ímpar isso. O ser humano propondo conhecer o novo em seu próprio relacionamento. É isso: ser novo o tempo todo, para não cair naquela monotonia desprezível que assistimos em novelas mexicanas. Não somos personagens, não podemos ensaiar a vida, que o tempo todo nos traz experiências que devem ser transportadas ao nosso coração!

Para o amor não podemos fugir! A gente precisa é encarar. Primeiro encarar a gente mesmo (o passo mais difícil), saber quem somos - o que somos - quem queremos ser... Depois, permitir-se conhecer o outro, com todas as suas ideias, diferenças... Desse modo, a relação poderá ser uma explosão deliciosa de prazeres.

Experimente!

Um comentário:

Luciano Alvatti disse...

fiquei muito aliviado quando soube que não era comigo viu...
Obrigado heuhehueuh
Te adoro...